Em função do meu último artigo, que teve como objectivo anunciar as vendas de João Moutinho e James e ainda partilhar a minha total confiança no clube aquando de acções relacionadas com movimentos de mercado, venho agora e por este meio expressar o meu desagrado enquanto adepto de futebol, e não apenas do Futebol Clube do Porto.
Chegámos a um ponto em que o prestígio pouco ou nada começa a interessar, sendo cada vez mais substituído pelo poder monetário de cada entidade que, dia após dia, se chega à frente para dirigir (controlar será a palavra mais adequada, embora menos bonita) um clube.
Dinheiro para aqui, dinheiro para ali, e clubes de que há muito não se ouvia falar desta forma começam a dominar o mundo do futebol. Nada tenho contra aqueles que, anos e anos depois, regressam aos títulos, assim como nada tenho contra os investidores que procurem apenas ajudar um clube. O meu verdadeiro problema está em encontrá-los, porque até à data apenas testemunho a aquisição de instituições com outros objectivos, mais obscuros.
Continuando: o futebol está cada vez mais astronómico, os números mudaram completamente desde o início do século XXI e um bom exemplo disso é, por exemplo, uma simples constatação do registo de movimentos dos cofres do nosso clube, pelos quais já passaram milhões e milhões, devido às significativas vendas de muitos jogadores de qualidade. E assim é um pouco por todo o mundo, com a modalidade a transformar-se por completo num monopólio, um monopólio global que, dentro em pouco, dominará por completo e sem excepções à regra (porque aqueles que não tiverem as mesmas capacidades monetárias pouco ou nada poderão fazer) o mundo do futebol.
O dinheiro passará a trazer felicidade. Pelo menos à gíria futebolística, que conta já com clubes que sofreram injecções de dinheiro a sagrarem-se campeões de Inglaterra, de França, da Europa, etc. etc. etc.
A ligação entre o Futebol Clube do Porto e o AS Mónaco é inegável. Mas, se até à data o nome do clube francês seria (por nós, portistas) principalmente associado à final da Liga dos Campeões de 2003/2004, que terminou com um inesquecível triunfo azul e branco por 3-0, a partir de hoje, vinte e quatro de maio de 2013, a relação entre os dois clubes sobe a um outro patamar.
Tudo porque, de um momento para o outro, um milionário russo investe no clube monegasco, acabado de regressar ao principal escalão do futebol gaulês, e decide vir às compras a Portugal.
E se, no final da época de 2003/2004, foi o Chelsea quem assumiu o papel de principal investidor no Futebol Clube do Porto, desta feita foi o Monaco quem, de uma só vez, colocou 70(!) milhões de euros nos nossos cofres, ao adquirir os passes de James Rodríguez (por 45M) e João Moutinho (25M).
É fácil de concluir o porquê de uma diferença tão grande no valor de venda/compra dos dois jogadores, assim como é obrigatório reconhecer que era uma oferta irrecusável. Enquanto clube português, que atua num campeonato onde o poder económico fica muito aquém do dos países 'concorrentes', é impossível, repito, impossível, recusar-se sequer 40 milhões de euros por um jogador, quanto mais 70 por dois.
A partir daqui, e enquanto adeptos azuis e brancos, teríamos todos os motivos para ficar preocupados, não fosse o historial que nos pode contradizer: ao longo das últimas épocas e sem excepção, acabámos sempre por adquirir jogadores de igual ou maior valor (a nível de jogo e também monetário), pelo que, com o benefício de, ao contrário das vendas de Falcao e Hulk (tratadas nos últimos dias do mercado, já muito perto de setembro), estão reunidos todos os factores para reforçarmos ainda melhor o nosso plantel.
Continua...
Reparei há pouco, depois de uma rápida passagem por todos os textos escritos nas últimas três épocas, que aqueles relativos ao primeiro triunfo (ainda com André Villas Boas) e ao segundo (com Vítor Pereira) nunca se destacaram muito.
Nunca se destacaram muito porque simplesmente não me determinei a escrever sobre eles, dando quase a entender que era 'só' mais um título (e também que, muitas vezes, apenas utilizo este espaço para tecer críticas - o que não é verdade), mas hoje apetece-me carregar em cada uma das muitas teclas deste teclado que à minha frente se encontra e partilhar com todos vós os meus sentimentos, as minhas emoções, as minhas opiniões.
Um, dois três. Três épocas, três campeonatos, três títulos. Campeões, Tricampeões.
Saber a tabuada era obrigatório para todos aqueles que, a três jornadas do fim de mais um campeonato português*, se queriam manter na luta pelo título.
Com quatro(!) pontos a separar as duas equipas que lideravam a tabela, numa altura em que haviam apenas três jogos por disputar, muitos era aqueles que tomavam tudo por garantido, mas muitos eram também aqueles que ainda acreditavam. E se os festejos na Madeira, já perto do fim da prova, se tornaram descabidos, os festejos em Paços de Ferreira, no Marquês de Pombal, na Avenida da República, nos Aliados, no Dragão, no Mundo, os festejos azuis e brancos, assumem o papel de verdadeiros.
Há que reconhecer o elevado nível a que o adversário se apresentou ao longo de toda esta época, em especial se comparado às anteriores, e foi precisamente devido a isto que o título apenas foi decidido no último encontro. Não é comum decidir-se um campeonato à trigésima jornada e talvez por isso se tenha tornado num dos títulos que mais gozo me deu celebrar, tal como quando vencemos em Lisboa, há dois anos.
Posto isto, e feitas as celebrações, é igualmente necessário reconhecer o trabalho realizado por Vítor Pereira, alvo de críticas da minha parte desde o primeiro dia em que me lembro de escrever sobre a época de 2011/2012. Não é, aliás, difícil de rever algumas delas, e não as retiro. Não as retiro porque a minha opinião relativa às suas opções não mudou, assim como não deixo de achar que num jogo do título não se deve deixar em campo um jogador como o Danilo quando já tem um cartão amarelo.
No entanto, e porque quem ganha merece mérito, a verdade é que Vítor Pereira acabou por conseguir entrar para uma curta lista de treinadores que somam dois campeonatos conquistados com o Futebol Clube do Porto e, posto isto, é-me impossível contestar a sua (agora improvável) permanência. A nível interno, e porque em sessenta jogos realizados para o campeonato apenas perdeu um, esteve praticamente intocável, perdendo apenas a oportunidade de vencer uma ou outra taça, pelo que apenas a nível europeu (fase de grupos da Champions em 2011, eliminatória frente ao Málaga em 2013) foi menos forte.
Não peço, portanto, uma mudança de treinador, numa altura em que, como adepto portista, me preparo para entrar na fase chata do ano, mas sim uma boa e inevitável (e já habitual) reestruturação de partes do plantel para a próxima época.
*continuo a insistir em 'campeonato português' porque sou completamente contra o nome oficial, dado que um dos patrocinadores em questão está igualmente afiliado a uma ou mais equipas desta prova.
PS: Terminar este texto com uma crítica não fazia parte dos meus objectivos, mas apenas no final me lembrei das tristes (porque não têm outro nome) palavras proferidas por Lieson após conquistar o seu primeiro título de campeão nacional português(!). Felizmente, e depois de ter apelado a uma maior utilização do brasileiro na fase final da época, está de saída.
Fotografia retirada da página oficial do Futebol Clube do Porto no Facebook (sem quaisquer fins lucrativos).
Um, dois três. Três épocas, três campeonatos, três títulos. Campeões, Tricampeões.
Saber a tabuada era obrigatório para todos aqueles que, a três jornadas do fim de mais um campeonato português, se queriam manter na luta pelo título. Com quatro(!!!) pontos a separar as duas equipas que lideravam a tabela, numa altura em que faltavam apenas três jogos, muitos eram aqueles que tomavam tudo por garantido, mas muitos eram também aqueles que ainda acreditavam.
Golos, muitos golos, muitos saltos, muitos gritos. Foi em clima de festa azul e branca que a noite de dezanove de maio terminou. (Ainda) não foi num domingo de Páscoa, como Pinto da Costa já desejou, mas acabou por se confirmar mais uma vitória do Futebol Clube do Porto no principal escalão do futebol português, depois de mais trinta jogos sem conhecer o sabor da derrota, ao contrário das restantes equipas que na competição participaram.
É hora de encher a Avenida da República, os Aliados, o Dragão, é hora de celebrar mais uma vitória à Porto!
Já Mark Webber desligava os motores no Grande Prémio de Kuala Lumpur, Malásia, quando Sebastien Vettel, contra todas as ordens da equipa, decidiu ultrapassar o colega de equipa para vencer a corrida. (O episódio entre o alemão e o australiano ganhou proporções assombrosas ao segundo Grande Prémio da temporada e promete continuar a dar que falar nos próximos tempos.)
O que pode uma corrida de Fórmula 1 ter a ver com futebol? Nada, muitos dirão, mas se a gestão do carro (e do próprio motor) numa corrida, dadas as circunstâncias, é considerada normal e aconselhável quando possível, num jogo de futebol, numa época de futebol, é por completo desaconselhável e reprovável.
Imagine-se o Futebol Clube do Porto como um carro de Fórmula 1, a lutar pelo primeiro lugar Grande Prémio após Grande Prémio com o objectivo de vencer o campeonato. Agora imagine-se, e com o devido respeito por todos os adversários, o encosto do líder para que os seguintes ganhem posições. Assim se define a época dos comandados de Vítor Pereira, um mau director de equipa que usou e abusou das paragens nas boxes.
Não estou a regressar ao Dragãozinho pela derrota na final da Taça da Liga, nem pela derrota para o Braga no segundo jogo numa semana e relativo à Taça de Portugal, nem pela derrota na Liga dos Campeões ou pelos empates em excesso no campeonato. Nenhum desses resultados seria digno de tanta crítica quanto a que se segue caso surgisse isolado na época. Infelizmente, ao relermos este parágrafo podemos concluir que a época foi feita, na sua grande maioria, de derrotas e empates que nos custaram títulos. Não houve uma única passagem pelo pit lane que pudesse ser acompanhada da palavra sucesso, não houve uma única volta perfeita e todas as peças substituídas foram mal escolhidas.
Com isto regresso a Vítor Pereira. Vítor Pereira, o director de equipa que pouco fez para revalidar os bons (exigidos, não bons) resultados que conseguiu na época passada. Perdida a Liga dos Campeões, perdida a Taça de Portugal e a dias de perdermos, também, o campeonato, exigia-se a conquista do troféu tão indesejado por todos nós, o troféu a que nenhum de nós liga mas que, ao cabo de seis, sete anos, todos gostaríamos de ver o nosso clube vencer pelo menos uma vez. Nada disso aconteceu e apenas pudemos registar mais uma vez a constante atitude apática com que a equipa encara os desafios esta época. Entrou (e saiu) o inexperiente Abdoulaye para o lugar do experiente Otamendi, que por motivos inexplicáveis não começou o jogo, foi Liedson comprado para somar jogos no banco e juntou-se Izmaylov à equipa para jogar menos do que devia e ver outros entrar quando ele, ele devia ser a nossa aposta em tais circunstâncias. Os carros continuam a passar e já não há força para carregar no acelerador e segurar o volante correctamente.
Agora, e dado que o Braga conseguiu vencer finalmente uma competição (à nossa custa, e sem golear apenas porque se deram ao luxo de desperdiçar inúmeros lances de autêntico 'quase golo'), apenas peço uma coisa antes da época acabar: ganhem todos os jogos até ao final da temporada e contem com terceiros para revalidar o título. Se tal não for possível, peço-vos então que percam já o próximo jogo, e o seguinte, de forma a poupar-nos a uma festa indesejada na nossa casa.
Estou farto de criticar quem não merece estar onde está, caro Vítor.
Estavam os gráficos com os onzes iniciais a aparecer na minha televisão e já eu estava a pensar no que ia escrever aqui. dias antes ainda tinha pensado em escrever sobre todos os jogos da pré-época, mas decidi poupar nas críticas e hoje, já quase no final do jogo, voltei a tomar a mesma decisão.
Não me vou, então, alongar em críticas a Vítor Pereira e às suas escolhas (Miguel Lopes, Djalma, etc etc) nem à estranha (para não dizer mais) apresentação da supertaça, no relvado, até porque acaba por ser mais interessante - e menos cansativo - elogiar quem e o que o merece.
Ver Lucho de novo a capitão, no início do jogo, é dos melhores remédios após a apresentação das equipas. Espalha-se magia pelo campo e quando entra João Moutinho o jogo muda mas hoje, sábado, o herói foi outro: Jackson 'Cha Cha Cha' Martínez, que aos oitenta e nove (ou noventa) minutos de jogo se estreou a marcar em jogos oficiais, dando-nos assim o primeiro troféu da época.
Não se poderia ter pedido uma estreia melhor para o experiente avançado, que ao longo de todos os noventa minutos procurou ajudar a equipa e chegou a mostrar pormenores bem interessantes. Poderia ocupar um, dois, três parágrafos a dizer que tem pormenores técnicos acima dos de Kléber ou Janko, mas um par de linhas é suficiente para isso, assim como quatro parágrafos são suficientes para resumir este primeiro jogo oficial da época.
Menos de vinte e quatro horas depois do término do jogo frente ao Evian, a equipa está de volta ao Porto.
A pré-época já começou há muito e, enquanto as especulações ainda não passam disso mesmo (e Moutinho e Hulk, os grandes alvos do mercado deste verão - salvo surpresa - ainda não regressaram), os três primeiros jogos já foram ultrapassados.
Valadares (7-0, à porta fechada), Servette (2-0, o primeiro de dois jogos na Suíça) e Evian (1-0) foram as primeiras equipas a disputar jogos com o Futebol Clube do Porto na presente temporada. Se do jogo com o Valadares não se podem tirar conclusões, os dois jogos realizados em solo suíço permitem, pelo menos à minha pessoa, ficar esclarecido em relação a algumas vindas (e idas).
Sereno, regressado do Colónia, está, aparentemente lesionado, tal como Addy, Rafa e Janko (o último ainda entrou em campo neste sábado, mas acabaria mesmo por ter de ser substituído). O recém contratado Jackson Martínez, que promete dar muitas alegrias, também não participou em nenhum jogo, pelo que teremos de aguardar mais uns dias (jogos?) para ver os seus primeiros toques na bola com a camisola oficial. O mesmo a respeito de Abdoulaye.
Iturbe, Atsu, Kelvin e Fabiano prometem, Djalma procura mostrar mais do que na época passada mas, à semelhança do jovem argentino, tem tendência a não largar a bola.
David, Mikel, Pedro Moreira e Castro são, à partida, os que me parecem não ter lugar nesta equipa (partindo do princípio que não vendemos ninguém ou que, em caso de venda, não contratemos alguém de nível idêntico), faltando analisar os jogadores acima referidos, os que ainda não tiveram oportunidade de entrar em campo.
De destacar ainda o regresso de Lucho González a capitão de equipa e... Maicon. Recebeu muitas críticas minhas (que provavelmente voltarão...), mas há que saber elogiar quando é necessário: com a braçadeira de capitão colocada, bateu o livre directo (!) que nos deu a vitória frente ao Evian.
Jogadores a regressar:
- Hulk - Londres'12
- Danilo - Londres'12
- Alex Sandro - Londres'12
- Álvaro Pereira - férias (Jogos pelo Uruguai)
- João Moutinho - férias (Euro 2012)
- Varela - férias (Euro 2012)
- Rolando - férias (Euro 2012)
- Miguel Lopes - férias (Euro 2012)
Restantes jogos da pré-temporada:
- vs Celta de Vigo (em Viseu) - 21/07/2012 | 18 horas
- vs Santa Clara (Ponta Delgada) - 25/07/2012 | 19 horas
- vs Valência (Valência) - 28/07/2012 | 20h30
- vs Lyon (Dragão, apresentação oficial) - 04/08/2012 | 19h30
Primeiro jogo oficial:
- vs Académica (Aveiro, Supertaça) - 11/08/2012 | 20h45
Os equipamentos para a época de 2012/2013 foram apresentados nesta quinta-feira, através do site oficial do clube e da página no facebook. A imagem acima é, para já, a única publicada pelas entidades oficiais, não sendo portanto possível a visualização dos calções e das meias.
Sou adepto, no caso de equipamentos listados verticalmente, de mais riscas (de largura semelhante às do alternativo), pelo que fiquei algo surpreendido com este, parecido ao de há uns anos atrás, mas é um ciclo: muitas riscas, algumas riscas, três riscas, e repete. Tem sido assim nos últimos tempos e duvido que o deixe de ser tão brevemente. Quanto ao alternativo, parece-me ser um dos melhores, apenas superado pelo amarelo de há dois anos e pelo laranja com a risca diagonal azul.
Excerto do artigo que pode ser lido no site oficial:
O equipamento principal promove um regresso às origens, com apenas três listas, com o branco central a receber e destacar o escudo de campeão nacional. Nas mangas, o acabamento azul-marinho dá-lhe um toque extra de classe. A principal novidade reside uma vez mais no traje alternativo, desta vez com faixas horizontais e dois tons de roxo.
A aposta, com claras tendências modernistas, reitera o lado inovador da marca e do clube azul e branco. Os novos equipamentos são também ecológicos, feitos a partir de poliéster reciclado.
Com o verão vêm as incertezas e as especulações são muitas, especialmente depois de se erguerem troféus.
Gosto de chamar a esta fase (ou altura, como quiserem) a fase chata do ano. São praticamente três meses sem futebol oficial, dois se não contarmos com o Europeu ou o Mundial, em ano disso, e do meu ponto de vista não sei o que é pior. Claro que prefiro, na condição de espectador, um ano onde possamos assistir aos jogos das selecções mas, enquanto adepto do Futebol Clube do porto, já não consigo ter certezas. João Moutinho conduz a bola, João Moutinho recebe, João Moutinho finta, João Moutinho remata, João Moutinho passa. As capas dos jornais descrevem as prestações do nosso médio no Euro2012 como brilhantes, exuberantes, soberbas, magníficas... E os interessados acordam. Acordam de um sono longo, que dura desde janeiro (quando possivelmente tentaram uma compra, previsivelmente e possivelmente negada com um simples 'a meio da época não se vendem jogadores destes').
Isto tudo, estes jogos da selecção, faz com que o valor dos nossos jogadores (falo de João Moutinho porque tem sido o 'portista em destaque', mas não suspirem de alívio porque Hulk deverá participar nos Jogos Olímpicos) aumente a cada dia que passa e, em vez de passarem a ser três meses de especulações sem jogos pelo meio para valorizar ainda mais os atletas, enfrentamos noventa dias de desespero.
No ano passado, Radamel Falcao abandonou o Dragão já depois do começo da época (felizmente, Rúben Micael acompanhou o colombiano). Foi péssimo. Deixou-nos sem tempo para abrir a carteira e investir e, o tempo que tivemos em janeiro, foi terrivelmente aproveitado. Este ano só peço, se assim for possível, que vendam todos os que têm para vender até, vá lá, a época começar. Não quero ver um Futebol Clube do Porto ficar sem Hulk, James, Moutinho, Fernando, etc à última da hora e com dificuldades para remendar a venda.
Com isto, caros portistas, resta-me apenas anunciar uma coisa:
O mercado fecha às 23h59 do dia 31 de agosto e, até lá, faltam sessenta e oito dias. Tudo pode acontecer. Todos podem sair e todos podem entrar. É esperar (e sofrer um pouco) para ver.
Foi com uma exibição à Dragão que garantimos os três pontos frente ao Beira-Mar e nos colocámos a apenas cinco pontos de revalidarmos o título conquistado na época passada.
Não sei como foram os primeiros dezoito segundos de jogo (graças à excelente equipa da estação televisiva que ocupa a quarta posição na grelha de canais nacionais e cujo nome não pretendo publicitar neste espaço), mas o que se seguiu foi um jogo completamente dominado pelo Futebol Clube do Porto.
Hulk foi a principal figura do jogo, com dois golos apontados e uma assistência - que resultou no golo de Marc Janko -, numa noite em que, durante o minuto trinta, se pode assistir a uma bela homenagem aos trinta anos de presidência de Pinto da Costa.
Feitas as contas, faltam três jogos para o campeonato acabar e, dos nove pontos possíveis, precisamos de apenas cinco para sermos campeões sem depender de outros resultados.
Basta um sopro... de campeão!
...Demitirem o Vítor Pereira, eu fico feliz.
Há uns dias tive a paciência de reler alguns dos últimos posts e tiquei espantado com a quantidade dos mesmos em que critiquei Vítor Pereira. Não digo que o tenha feito de uma maneira errada (porque, muito sinceramente, penso que as minhas críticas em relação ao actual treinador nunca fugiram muito da realidade), pelo que fiquei admirado sim com a quantidade de jogos em que as suas escolhas, ou falta delas, tiveram influência no resultado.
Lucho esteve muito bem até à primeira hora de jogo, mas depois foi uma nulidade. Janko? Andou quase desaparecido, e depois do golo da equipa da casa Vítor Pereira espera, espera, até que quando faltam três minutos para acabar o jogo (só aí!!!) decide colocar Varela.
Por todas as más decisões peço, por favor, que o despeçam assim que terminarmos os jogos oficiais desta época.
Quando, a meio do jogo, já se afirma que Helton é o melhor em campo e, no final, tais palavras se mantêm, algo está mal. Mas isso não é novidade e, portanto, as minhas críticas à gestão da equipa (que se dirigem, mais uma vez, a Vítor Pereira: Maicon a lateral, quando há Sapunaru e Alex Sandro? Otamendi a central, quando há o próprio Maicon [que, confesso, parece estar bem melhor que o argentino] e Mangala? Iturbe nem vê-lo, fiquei aliás admirado por ter marcado presença no banco de suplentes...) ficam por aqui.
O jogo foi lento, aborrecido, e com mais oportunidades de perigo para o Nacional do que para a nossa equipa, mas acabámos por conseguir um triunfo por dois golos (o último dos quais já nos descontos, com Alex Sandro a por um ponto final na incerteza que até então pairava por entre o ar madeirense). Janko foi o outro marcador, num jogo em que Hulk não pode entrar devido a acumulação de amarelos (o último dos quais mal mostrado, como referi anteriormente) e James esteve algo apagado - o que começa a ser a imagem de marca da nossa equipa.
O próximo jogo é já na terça-feira, em Lisboa, a contar para as meias-finais da Taça da Liga e, mais uma vez, não sei o que esperar - ou o que deva esperar - pelo que fico por aqui.
Somos Porto!
Já contratámos mais um adjunto, já colocámos o outro na bancada, já adquirimos dois jogadores importantes para o plantel. Só falta mesmo mudarmos... de treinador.
Há muito que percebi que os blocos de notas constantemente presentes no banco da equipa não servem absolutamente para nada. Vítor Pereira escreve, escreve, mas acaba por não conseguir o que se pede: bom futebol e resultados.
Se na viagem a Lisboa arriscou, e muito bem, e conseguiu, ontem passou ao lado do encontro: quando, ao intervalo, se perde 0-1 em casa, é sempre relaxante saber que se tem no banco (como reforço do ataque que - até ao momento - não havia conseguido marcar golos) Djalma, Kléber e Cristian Rodríguez. Os dois primeiros entraram mesmo ao longo do encontro e um dos sacrificados voltou a ser Rolando. Repito, a substituição da Luz (entrou James Rodríguez) resultou, mas deita feita não.
A primeira parte foi uma desgraça e a segunda, apesar de ter sido escrita com mais tentativas de remate por parte da nossa equipa, não foi muito diferente. Resultado: empate a um golo, com um penalty (
à terceira é de vez...) convertido por Hulk - que não poderá defrontar o Nacional, na Madeira, (na sexta-feira) precisamente devido a um erro da arbitragem, explícito no artigo do site oficial.
Depois da ascensão ao primeiro lugar - apesar de um jogo algo parado - conseguimos esta noite voltar a fazer o que, na época transacta, mostrarmos ser possível fazer quando mais era necessário.
Apesar de jogarmos em Lisboa e de sermos classificados, por muitos, como os 'menos favoritos à vitória', mostrámos desde início uma atitude de vencedores, o que resultou num (MAGNÍFICO) golo do (incrível) Hulk.
A partir daí, e até pouco antes do intervalo, o jogo continuou equilibrado e parecíamos conseguir manter o resultado a nosso favor até ao final dos primeiros quarenta e cinco minutos de jogo (depois de, inclusive, João Moutinho ter rematado à trave), mas a equipa da casa chegou à igualdade e o jogo assim foi para o intervalo. Depois de (confesso) muitas críticas por James Rodríguez não ter entrado ao intervalo, a reviravolta consumou-se e tudo parecia perdido até que...
... Vítor Pereira - o mesmo que eu estou sempre a criticar - arriscou o tudo por tudo e tirou Rolando para fazer entrar James Rodríguez. Era arriscado, e muito, mas acabou por resultar, e não muito tempo depois o jovem colombiano (que ontem jogou pela sua selecção e chegou esta manhã vindo de Miami) fez o golo do empate. Maicon (mais um dos meus constantes alvos de críticas) voltou a marcar e talvez tenha mesmo sido o golo mais importante da sua carreira.
A história do jogo foi escrita desta maneira e, sem me querer alargar em polémicas sem nexo algum, termino a afirmar que o resultado é justo, os três pontos são justos, e o primeiro lugar com três pontos de vantagem é justo.
Não esperava, muito honestamente, celebrar o regresso ao primeiro lugar tão rapidamente.
A verdade e que hoje, vinte e seis de fevereiro de dois mil e doze, voltamos a estar na primeira posição e desta vez é para a mantermos até ao final da época (e depois, mas isso fica para outro dia...).
Mais um início de jogo mole, com indícios de medo por parte dos nossos jogadores em relação a uma eventual lesão e com muito nervosismo denunciado; não foi bonito de se ver, mas os golos apareceram e - neste caso - era o que interessada. Maicon (marcou o primeiro [e ainda foi eleito homem do jogo...]) e James Rodríguez ditaram a vitória portista, que acabou por conseguir ultrapassar um Feirense que na primeira volta havia roubado dois pontos à equipa de Vítor Pereira e, no jogo de ontem, se apresentou com um guarda-redes que defendeu (quase) tudo.
Jogo passado, há que apontar as energias para o clássico da próxima semana (acreditem, será preciso gerir muito bem a energia de cada jogador, pois muitos deles foram chamados às selecções). O jogo será disputado em Lisboa e, pelo que fizemos na temporada passada, não seria escandaloso afirmar que vamos vencer, mas não sei mesmo o que esperar do jogo. O melhor é esperar para ver e, no final do jogo, aqui estarei para opinar.
Não era impossível, mas sim muito impossível, e apesar do golo repentino da equipa da casa não nos deixámos levar e fizemos de todos os possíveis para dar a volta à eliminatória.
Se na primeira eliminatória o resultado já havia - na minha opinião, como é aliás todo o conteúdo aqui publicado - sido injusto, neste jogo os números foram ainda mais desviados do que os noventa minutos realmente transmitiram.
A equipa de arbitragem voltou a mostrar-se incrivelmente tendenciosa (o que, acho, é absolutamente fascinante, dado não serem os mesmos seis juízes que entraram em campo no Estádio do Dragão) e a influência voltou a ser grande. O segundo golo do City (aquele que matou a eliminatória) começa numa agressão (discreta, mas agressão) de David Silva a Hulk, pelo que tudo o que se passou daí para a frente não devia existir.
O jogo está jogado e o resultado estabelecido, pelo que só nos resta concentrarmo-nos no campeonato (isto não quer dízer, caro Vítor, que não tenhamos também de vencer a Taça da Liga - a ver se conseguimos, ao menos isso, ganhar algo de novo nesta temporada) e erguer mais um título no final do ano.
À Europa, essa, voltaremos na próxima época, e à Champions League (nem pensar em não o conseguir), pelo que é apenas um até já - ainda que bastante doloroso.
Para terminar (e porque me controlei ao longo de todo o post) gostaria de deixar anotada, mais uma vez, a minha opinião em relação ao Maicon e a Vítor Pereira: péssimos. Um porque é lento, pouco agressivo quando o tem de ser, e sem talento algum, e o outro porque é péssimo a fazer o que lhe compete, isto é, escolher a equipa. Maicon a titular quando há Sapunaru no banco?!?! Nem pensar.
Somos Porto!
Sem me querer alongar por mais que o próximo par de linhas em relação ao penalty sobre Hulk que ficou por assinalar e o cartão vermelho a De Jong que ficou por mostrar, opto por ir por outro caminho.
A nossa atitude em jogos grandes começa sempre por ser magnífica, mas há algo que começa a ser demasiado difícil de suportar: se o passe de Bruno Alves a Rooney, em pleno Old Trafford, acabou por ter um papel importante no empate e o passe de Guarín a Messi no Mónaco, aquando da disputa da Supertaça Europeia, também levou o adversário a entrar no jogo, a infelicidade de Álvaro Pereira (cerca de dois minutos depois de ter visto o amarelo que o afastará do jogo da segunda mão) teve um papel (bastante) decisivo no desenrolar do jogo de ontem, ou da reviravolta do City.
O início foi, de facto, impressionante; depois de muita pressão alta, que deu resultado até dado ponto, Hulk conseguiu finalmente colocar a bola nos pés de Varela, que apontou um precioso golo. O ritmo do jogo continuou intenso e conseguimos ir para o intervalo a vencer.
Apesar de quinze minutos de palestra, a equipa de Mancini não parecia vir muito diferente para os segundos quarenta e cinco minutos de jogo. A verdade é que a já referida infelicidade de Álvaro Pereira, que colocou involuntariamente a bola dentro da sua própria baliza, foi o começo de uma reviravolta que viria a ser concluída por Kun Aguero, entrado minutos antes.
O jogo assim terminou e pela frente temos a difícil (mas não impossível) tarefa de vencer em Manchester, por um resultado que não o 1-0.
Se a dupla Lucho/Janko já havia sido decisiva no último jogo, relativo à Taça da Liga, ontem à noite voltou a mostrar-se muito importante para o Futebol Clube do Porto arrancar rumo à vitória.
Apesar de não ter somado qualquer golo, Lucho González demonstrou estar mais que integrado no plantel e conhecer todo o tipo de jogadas que passam pela mente dos companheiros - a temporada passada, há uns anos, ao lado de Hulk, teve certamente a sua importância no entendimento entre os dois.
Já Marc Janko parecia ter pela frente uma noite complicada, tal era a inspiração do guarda-redes adversário, Oblak; com a entrada de James Rodríguez tudo mudou e o avançado austríaco acabou por conseguir estrear-se a marcar na liga portuguesa. A partir daí o jogo ficou mais solto, com a equipa do Leiria a deixar mais espaços, e o resultado acabou por se estabelecer nos quatro golos marcados ( Marc Janko, James Rodríguez, Álvaro Pereira e Maicon) contra zero sofridos.
Não havia melhor artigo para ser redigido depois do trágico (por várias razões...)
jogo de ontem senão o anúncio do regresso de Luís 'Lucho' Oscar González ao Dragão.
Ex capitão, denominado por muitos como El Comandante, Lucho chega ao nosso clube numa altura crítica se olharmos para a classificação do campeonato nacional.
Com uma relevante descida de salário mensal, Lucho González ficou para a história do clube pelos jogos que disputou, pelos golos que apontou e pelas alegrias com que nos brindou.
Eis alguns números do argentino enquanto jogador do FC Porto (in mais futebol):
2005/06
40 jogos (30 na Liga, 4 na Taça de Portugal e 6 na Champions)
12 golos (10 na Liga, 1 na Taça de Portugal e 1 na Champions)
2006/07
38 jogos (30 na Liga e 8 na Champions)
12 golos (9 na Liga e 3 na Champions)
2007/08
40 jogos (28 na Liga, 5 na Taça de Portugal e 7 na Champions)
9 golos (3 na Liga, 2 na Taça de Portugal e 4 na Champions)
2008/09
37 jogos (23 na Liga, 3 na Taça, 9 na Champions, 1 na Supertaça e 1 na Taça da Liga)
11 golos (9 na Liga e 2 na Champions).
2009/10
41 jogos (32 na Liga francesa, 1 na Taça da Liga, 5 na Champions e 3 na Liga Europa)
7 golos (5 na Liga e 2 na Champions)
2010/11
46 jogos (36 na Liga, 2 na Taça da Liga e 8 na Champions)
7 golos (8 na Liga e 2 na Champions)
2011/12
28 jogos (19 na Liga, 1 na Taça de França, 2 na Taça Liga e 6 na Champions)
3 golos (2 na Liga e 1 na Champions)