Batalhas há muitas mas... Deixem-se dessa!

Tal como chapéus, batalhas há muitas. No entanto, nem todas são para ser disputadas. Ou não deviam. Não são para ser disputadas batalhas que metam secretárias, documentos, apitos ao barulho. Não no mundo do futebol - mas parece estar difícil perceber-se isso.

São oito os jogos que vejo marcados no calendário do Futebol Clube do Porto para o mês de fevereiro, catorze aqueles que vejo num dos rivais de Lisboa para toda a restante temporada. Talvez seja este o principal motivo que leva a tanta polémica. Afinal de contas, contamos já com um título oficial e estamos presentes em mais quatro competições. Nós, a única equipa em Portugal a poder dizer tal coisa.

Talvez por sermos (uma vez mais, não fugindo à regra) o clube em Portugal presente em tantas competições quanto poderíamos estar sejamos tão atacados. Talvez não! De certeza! É certamente por sermos o clube de Portugal com mais títulos da história, um dos clubes com mais sucesso no século XXI a nível europeu, mundial, estratosférico, que somos alvo de tantas tentativas de rebaixamento. E que tentativas! Não quero mais uma vez alongar-me por esse caminho pois não é minha regra entrar em críticas a quem nem as merece mas por favor, tenham dó. 

Ainda no intervalo já o Futebol Clube do Porto estava em campo - isto numa altura em que mais nenhuma equipa lá se fazia notar. E esta frase basta para refutar todas e quaisquer ideologias criadas nos últimos dias, dotadas não de inteligência mas de inveja, ânsia por justificar fracassos dentro do campo - porque eu só falo desses. Desses mesmos, fracassos dentro do campo. E esses, meus caros, conhecemos nós poucos, porque o Futebol Clube do Porto nos habitua a vencer.

Noite de navios piratas e marés agitadas

No dia em que El Comandante não resistiu ao navio pirata e deixou o mar azul em busca da arca perdida, foram Carlos Eduardo e Josué a tomar conta do leme do navio portista numa longa e perigosa travessia pelas ondas madeirenses. Chegados a terra, os Dragões puderam então celebrar a descoberta de um novo mapa. A próxima terra a explorar? As meias-finais.

O navio zarpou de forma elegante e promissora, com a equipa a construir jogadas dignas de elogio desde os primeiros minutos até que Jackson Martínez inaugurou o marcador ao vigésimo primeiro. No entanto, uma mudança de marés repentina resultou na recuperação do Marítimo, que rapidamente se mostrou decidido em vencer o encontro. A rota não mais se alterou até que, já perto do minuto noventa, Carlos Eduardo (assistido por Josué) deu esperança ao universo portista.

Com os canhões novamente apontados para a frente, o conjunto azul e branco via as bancadas renascerem e os dragões reerguerem-se. Neste momento ainda a calculadora não era precisa, dado que de pouco valia fazer-se contas aos golos quando dois pontos faltavam para que a equipa igualasse o primeiro lugar. Uma vez mais, contudo, renasceu o monstro azul e branco. Foi Josué. Por intermédio de uma grande penalidade, evidente e bem ao gosto do jovem português, o Futebol Clube do Porto foi assim relançado no oceano já a poucos metros da costa.

Por esta altura já o gajeiro se voltava para a retaguarda, olhando agora o navio verde e branco. Paulo Fonseca, porém, não parecia convencido. Talvez ainda com a consciência pesada pelo sofrimento dos minutos anteriores, o técnico queria mais um golo. Felizmente não foi necessário. A confusão ainda se instaurou devido ao regulamento da competição mas, segundos depois, estava confirmado o apuramento do Futebol Clube do Porto para as meias-finais da Taça da Liga - disputadas a 12 de fevereiro no Estádio do Dragão, frente ao principal rival de Lisboa. Estava ultrapassada uma das marés mais difíceis da presente temporada.

Nada que nos fosse estranho

Não foi a exibição de x ou de y que nos fez perder o encontro. Não foi uma melhoria inesperada da equipa para casa em relação a outros encontros que nos fez não conquistar nenhum ponto. Assim como não foi a terrível arbitragem que nos fez sair de Lisboa como chegámos. Não. Porque tudo isso acontece em 99% das vezes que defrontamos o nosso rival. A diferença esteve em hoje, neste domingo nada ensolarado, não termos conseguido contrariar tudo o que se nos pôs à frente.

Se em anos anteriores contrariamos os golos sofridos com mais golos marcados, se contrariamos os cartões amarelos (e até vermelhos) mal mostrados, os foras-de-jogo mal assinalados e os penalties por assinalar, entre outras coisas, com jogadas dignas desse nome e com golos, hoje, 12 de janeiro de 2014, nada disso fizemos. Não tivemos uma reação digna a nenhum dos obstáculos que nos foram colocados, tanto pelos homens de vermelho como pelos de amarelo. O que fizemos em campo não foi suficiente e, como tal, o resultado não poderia ser outro.

Foi bonito ver toda aquela homenagem a Eusébio, foi bonito ver Quaresma regressar a um campo vestido de azul e branco. Foi triste ver o Futebol Clube do Porto mais uma vez perdido dentro das quatro linhas, comandado por um treinador que nada mais fez do que cruzar os braços ainda a batalha ia a meio. E assim tudo fica mais difícil.

Desviando-me agora um pouco deste último parágrafo, não nos ser estranha não significa que não mereça ser contestada. Como tal, deixo as seguintes perguntas: como pode um jogador ser expulso por ver um amarelo quando protesta e com razão por ter sido assinalada uma falta quando um dos seus colegas de equipa ficava praticamente isolado em frente à baliza adversária e por ver outro ao cair derrubado na área do oponente? Como pode, aliás, o árbitro interromper uma jogada de ataque quando um dos nossos jogadores ficava praticamente isolado? As estas perguntas seguem-se muitas outras interrogações que se prolongam no meu cérebro devido à dualidade de critérios relativos à mostragem de cartões amarelos, mas fiquemo-nos por aqui.

O campeonato está longe de estar perdido e até à última jornada, até ao minuto noventa e dois, tudo pode mudar. E mudará.

Goleada para começar 2014 da melhor forma

Não gosto, nunca gostei de utilizar este espaço para me dirigir a outros de forma menos positiva. No entanto, nem sempre me é possível. Sobretudo quando vejo a minha equipa entrar no novo ano a um bom ritmo tendo conta o encontro em questão e, ainda assim, ser alvo das manchetes que foi.

Posto isto: caras redações de A Bola e Record, pergunto-vos: viram o mesmo jogo que eu? Têm SportTV nos vossos edifícios? Eu sei que a mensalidade não é nada barata e tendo em conta os conteúdos oferecidos é duvidosa, mas como são jornais desportivos diários parto princípio que sim, que a subscrevem e que viram o jogo. Se calhar não devia.

Passo então a fazer-vos uma breve descrição do encontro: em campo entravam Futebol Clube do Porto e Atlético Clube de Portugal, que discutiam a passagem aos quartos-de-final da Taça de Portugal. Ora, ao contrário daquilo que vossas excelências transmitem através das capas dos respetivos desportivos, desde cedo foram criadas oportunidades dignas de assim serem chamadas. Pior, pior! O que mais me espantou ao repetir a rotina de verificar capas após um dos nossos jogos (afinal, é sempre no mínimo engraçado)  foi a vossa capacidade de descreverem o jogo como "morno" e composto por poucas oportunidades - já nem falo do grande destaque da capa, esse considero um verdadeiro caso perdido...

Arrisco ainda mais: quase de certeza que nas vossas redações têm equipamentos que vos permitem recuar no tempo, pelo que como o jogo foi disputado há menos de uma semana vos desafio a fazerem-no. Concentrem-se no excelente pormenor de Varela antes de rematar e apontar o seu primeiro golo, concentrem-se ainda no excelente cruzamento de Kelvin para a no mínimo inteligente finalização de Defour (certamente melhor do que um pênalti, se é que me faço entender).

Uma boa semana a todos e que dia 12 seja mais um dia azul e branco com fundo vermelho.

Ele está de volta!

Ricardo Quaresma. O Harry Potter. O mágico. RQ7. São muitas as alcunhas dadas a Ricardo Quaresma, jogador que durante dois pares de anos correu de Dragão ao peito em todos os campos de Portugal. Foram muitas as trivelas que levantaram milhares e milhares de adeptos porristas fim‑de‑semana após fim‑de‑semana, uma das quais para sempre inesquecível. Agora, Quaresma está de volta.

Foram precisos dias de espera e apenas no primeiro treino do ano foi verdadeiramente confirmado o seu regresso à equipa, a "casa" - como o próprio referiu, mas Quaresma voltou. E voltou numa altura em que o Futebol Clube do Porto precisa de mudanças, tal como em 2011/2012 quando Lucho Gonzales regressou, também ele, ao Porto. 

O timming não poderia ser melhor. A equipa laca confiança e os resultados não são os melhores, nem tão pouco as exibições realizadas, pelo que resgatar alguém já conhecido da casa e com um poder de influência tão grande numa zona importante como as alas pode ir perfeitamente de encontro ao que o plantel mais precisa. A equipa precisa de Quaresma, os adeptos precisam de Quaresma e Quaresma precisa do clube. Foi o próprio quem o disse ao falar pela primeira vez aos jornalistas após o regresso e, com isto, fica tudo dito.

Bem-vindo de volta, Ricardo Quaresma.

E a todos os azuis, futebolisticamente falando, claro está, um bom ano de 2014.

Respirou-se Futebol

Obrigado, muito obrigado. Paulo Fonseca, jogadores, equipa, o meu muito obrigado. Ontem, pela primeira vez nos últimos meses, respirou-se Futebol. Com maiúscula porque a exibição frente à Olhanense é digna disso, porque os 90' minutos foram, finalmente, à Porto e porque os golos foram de se lhes tirar o chapéu.

Ontem sim, tivemos equipa. Jogou-se bom futebol do primeiro ao último minuto, viu-se a equipa coordenada e com os objectivos bem delineados. Não foi fácil, mas chegámos finalmente ao dia em que o plantel corre todo para o mesmo lado.

Com Harry Potter nas bancadas, a magia não deixou de estar presente dentro das quatro linhas e os golos chegaram com uma outra facilidade, o que obviamente levou a um outro ambiente (ainda assim, perturbado pela incompreensível hora escolhida para o começo do jogo dado ser realizado numa sexta-feira) e a uma outra alegria após o encontro. Finalmente, meus caros, finalmente.

Poste, Poste, Penalty, Poste, Poste

Com cinco 'P's se escreveu o jogo desta quarta-feira entre Atlético de Madrid e Futebol Clube do Porto. Com cinco 'G's se escreveu o jogo desta quarta-feira entre Zenit de São Petersburgo e Áustria de Viena e, por último, com uma palavra se define o fracasso do Futebol Clube do Porto nesta edição da Liga dos Campeões: incompetência. Foi Paulo Fonseca quem o disse.

Pouco ou nada há a dizer depois de uma campanha tão vergonhosa como esta na competição mais importante do mundo no que ao futebol diz respeito, na competição que já vencemos por duas vezes e na qual costumamos ser considerados como uma das equipas a 'abater'.

Sinto-me em baixo. Pela primeira vez desde que me lembro (e, provavelmente, desde sempre) saí do sofá antes do final da primeira parte. a história repetir-se-ia antes do final do jogo, com a minha pessoa a abandonar os metros quadrados que circulavam a televisão. Não aguentei. Não aguentei testemunhar tamanha falta de eficácia, tamanha estupidez. Que me desculpem, caros leitores, mas é essa a palavra. Estupidez, incompetência, tudo menos um bom produto final.

Com cinco 'P's se escreveu o encontro, e qual deles o mais escandaloso, mas há um outro 'P' que neste momento me incomoda. E é um 'P' de Paulo. O mesmo Paulo que eu defendi assim que foi oficializado enquanto treinador do Futebol Clube do Porto. O Paulo Fonseca que eu apoiei quando se sentou pela primeira vez à frente da equipa,  o mesmo Paulo Fonseca cujo lado eu vi e compreendi mesmo quando as primeiras críticas começaram a surgir. 

Basta. Basta de incongruência, de incompetência, de desperdício. Algo (para não dizer tudo) tem de mudar. Este não é o Futebol Clube do Porto que eu conheço, que eu cresci a ver jogar. E não falo de segundos lugares, porque esses são normais em todo e qualquer campeonato quando disputado várias vezes. Não falo sequer de uma derrota ou outra, porque essas são igualmente naturais. Falo, sim, do que se passa dentro do campo. Mais especialmente do que não se passa dentro do campo, do futebol que não se joga. Basta.

Segunda parte à Porto dá golos e pontos

Já me preparava para sair do sofá desolado como tem sido habitual nas últimas semanas quando a equipa acordou. Tinha já um título pensado e o primeiro parágrafo escrito na minha mente. 'Cinco, e só cinco, minutos de futebol'. Era assim que me preparava para descrever o encontro, mas hoje, felizmente, apenas posso usufruir desta frase para me referir à primeira parte.

Tenho em primeiro lugar de admitir que no final do encontro fui forçado a render-me de certa forma a Carlos Eduardo, sem dúvida alguma um dos melhores em campo e que, até hoje, não tinha merecido o meu apreço. Foi ele o desbloqueador, foi ele quem me fez parar de dizer 'falta Moutinho' quando parecíamos ter mais um jogo perdido. E lá na frente, o suspeito do costume. Se no meio campo falta João, na extremidade mais próxima Jackson faz esquecer Radamel desde o primeiro momento em que defendeu as nossas cores. Pura classe, técnica, eficácia. 

Não sei o que deva esperar dos próximos dias, dos próximos jogos, mas certamente alguma magia (digna de um dos livros de J.K.Rowling) acrescentaria qualidade ao plantel, que já viveu dias melhores. 

Tenho muita, muita vontade de usar este espaço para criticar Maicon, como sempre fiz e por razões óbvias, mas fico-me por aqui.

Precisamos do 'velho' Porto de volta.

A 6 de março de 2010 escrevi "ontem, por volta das 20h15, roubaram-nos o Porto. Não sei o que fizeram, como os levaram do estádio e mais, como é que meteram lá cerca de 30 fulanos com as mesmas caras mas que nos roubaram a equipa, roubaram. Aqueles onze jogadores em campo, em comum com os nossos apenas tinham os equipamentos e as caras porque de resto, de magia, de jeito, de classe, não vi nada." Na altura valeu-me a leitura e citação por parte de Álvaro Magalhães. Hoje, mais de três anos depois, gostaria que o meu leitor fosse Paulo Fonseca. Esse mesmo.

Paulo Fonseca pois tem sido ele o maior ladrão da alma azul e branca, o que mais perturba e altera o sistema desta equipa. Tem sido Paulo Fonseca o responsável pela falta de ordem que se prolonga do sector defensivo ao ofensivo, da lateral esquerda à direita. Tem sido Paulo Fonseca o mau agitador do plantel, o mau chefe, o mau treinador. Não consigo nem posso colocar as culpas num outro elemento. Assim como fui dos primeiros a defender e apoiar a sua chegada ao Futebol Clube do Porto, sou dos que mais rapidamente se levantam, se manifestam contra a sua permanência - pelo menos nas actuais circunstâncias.

Não sou a favor de mudar de treinador a meio de uma época, nem sequer na paragem de Natal, mas muito menos sou adepto de se continuar com um mesmo elemento de tamanha importância numa equipa sem se fazer quaisquer alterações. Precisamos de mudanças urgentemente, e urgentemente porque se 'ontem' a vantagem era de cinco pontos para os nossos maiores rivais, amanhã poder-se-à tornar numa desvantagem de dois pontos.

Precisamos de mudanças, caro Paulo. Precisamos de viver o renascimento do Dragão, de testemunhar o retorno da magia, de voltar a celebrar o adiantamento da equipa no marcador e de celebrar uma vitória. Precisamos do velho Porto de volta.

Ah, a desilusão

São vários os motivos que me levam a não escrever com maior regularidade neste espaço, mas há um que se destaca e merece ser divulgado: a desilusão. Fico desiludido ao ver este Porto jogar. Fico desiludido ao assistir a grandes primeiras partes, a jogos com mais de trinta remates contra dois, três da equipa adversária e ver que no final deixámos pontos para trás. Fico desiludido por ver que se desperdiça talento mas, acima de tudo, fico desiludido por não se ver o óbvio.

As minhas críticas a Vítor Pereira sempre foram públicas, assim como o gosto que tinha por ver André Villas Boas à frente da equipa, e nunca gostei de ter por hábito passar grande parte do meu tempo n'O Dragãozinho a criticar quem comanda o plantel, mas caramba, Paulo Fonseca, é assim tão difícil fazer render esta equipa?

Em vez de começar pelas soluções (óbvias), vou pelo fim: não, não é com Ricardo a entrar aos 60' minutos que se ganha um jogo da Liga dos Campeões; não, não é com Herrera a ser titular atrás de titular que vamos ter um meio campo mais dinâmico (essa solução dá pelo nome de Quintero e já deu mostras mais que suficientes da sua qualidade, mas nem isso o faz merecer mais de meia-hora em campo); não, não é por passarmos de uma defesa composta por quatro elementos fixos para uma que alterna centrais jogo após jogo que vamos sofrer menos golos, fazer menos asneiras; não, não é a tirar Varela num jogo da Liga dos Campeões (onde tem provado mais do que as vezes suficientes que é o indicado para a posição) que o nosso sector ofensivo vai ganhar poder.

Podia continuar, pois continuo sem perceber o porquê de emprestar jogadores como Iturbe ou despachar outros como Kelvin para a equipa B enquanto se aposta em Carlos Eduardo para a equipa principal, mas a frustração é tal que prefiro ficar por aqui.

O que mais me irrita? Ver a equipa a fazer excelentes exibições e perder pontos de forma desnecessária, ver a equipa rematar dezenas de vezes à baliza e não conseguir marcar mais do que um simples golo, ver a equipa disputar a Liga dos Campeões, competição onde devia estar, e conseguir apenas um ponto dos novo que discutiu em casa. O que mais me deixa desiludido? Chegar ao ponto de querer ver o Futebol Clube do Porto na Liga Europa a partir de fevereiro e não no grande palco do futebol europeu.

Marítimo, Paços, Champions e Mercado

Os primeiros dias da temporada de 2013/2014 não poderiam estar a correr de melhor forma para o Futebol Clube do Porto, que já lidera isolado a tabela do campeonato português. No entanto, nem tudo é positivo, dado que, e apesar de à boa prestação na liga portuguesa ainda se juntar a ausência de transferências de última hora, o sorteio da Liga dos Campeões foi pouco ou nada favorável.

Altos e baixos no campeonato; no entanto, nove pontos em nove possíveis

Se a exibição contra o Marítimo, na estreia da equipa no Estádio do Dragão, se mostrou bastante produtiva e resultou em três golos sem resposta frente a um conjunto que, na jornada anterior, havia derrotado um dos principais candidatos ao título, o jogo no terreno do Paços de Ferreira desmascarou algumas dificuldades concretizadoras que ainda possam existir, mas uma vez compensadas pela enorme qualidade de Jackson Martínez.

Com Quintero a espalhar, mais uma vez, magia pelos campos onde passa, os Dragões sofrem agora com as ausências de Mangala e Danilo, ambos lesionados, mas Maicon e Fucile parecem estar uma vez mais à altura dos desafios e apresentam-se como excelentes jogadores para estas situações. Lá na frente, a qualidade mantém-se e com isto se começará o último tópico deste artigo.

Grupo na Champions assusta e dá que pensar

Final de agosto indica que o sorteio da Liga dos Campeões está prestes a ter lugar e, mais uma vez, a sorte não teve do nosso lado. Com Zenit de São Petersburgo, Atlético de Madrid e Áustria de Viena inseridos no Grupo G juntamente com o Futebol Clube do Porto, significa que três dos últimos em luta pelos dois lugares de apuramento para os oitavos-de-final estarão três das últimas cinco equipas que venceram a Liga Europa.

Claramente de nível inferior é o Áustria de Viena, considerado o grande outsider do Grupo, mas que, no entanto, não pode ser colocado de parte na luta por um lugar europeu. E se Hulk regressará ao DRagão, não será possível aos adeptos portistas reverem Radamel Falcao (que este defeso viajou para o Mónaco), o que, contudo, não pode ser motivo de satisfação: o conjunto espanhol apressou-se a encontrar um substituto à altura do colombiano - David Villa.

Deadline Day perdoa e não causa estragos de maior

Jackson Martínez fica, os adeptos descansam. Ao longo dos últimos dias foram muitas as notícias que davam como (quase) certo Jackson Martínez fora do Futebol Clube do Porto, tal como Mangala e Fernando. Felizmente, e para contrariar o já habitual dia louco que se viveu um pouco por toda a europa - especialmente devido às transferências de Gareth Bale e Mesut Ozil -, os jogadores azuis e brancos desde cedo se mostraram empenhados em descansar os seguidores portistas.

Através das redes sociais e dos meios de comunicação social, Jackson, Mangala e Fernando confirmaram que serão dragões por mais uma temporada, sendo Juan Iturbe o único atleta a abandonar o barco neste último dia de mercado, com a cedência com opção de compra ao Hellas Verona. Tudo certo até agora, dado que o argentino deixou muito a desejar e nunca se conseguiu afirmar na equipa.

Salvo surpresas de maior em janeiro, estão reunidos todos os jogadores necessários para se realizar mais uma época ao mais alto nível com a qualidade a que já estamos habituados.

Entrar no campeonato a vencer e no topo

Estádio do Bonfim, 18 de agosto de 2013. Numa tarde ensolarada, as camionetas aproximavam-se do maior estádio da cidade de Setúbal. As ruas enchiam-se cada vez mais de adeptos com camisolas azuis e brancas, laranjas, amarelas. Era difícil encontrar-se um adepto do Vitória no caminho para o estádio, onde, mais uma vez, predominavam as cores do Futebol Clube do Porto.

O campeonato começava aqui para os tricampeões nacionais, que depois de vencerem a supertaça procuravam arrancar da melhor forma possível na liga e num dia em que a massa associativa correspondia ao momento, esgotando o topo sul e contribuindo para um belo ambiente na primeira de muitas jornadas do campeonato português.

Entrar no campeonato a vencer e no topo

Cheguei a Setúbal entre as 18 e as 18h30. Entusiasmado com o começo de mais uma época e por poder ver o meu Porto ao vivo uma vez mais (afinal, são poucas as vezes que a equipa se desloca aos arredores de Lisboa e não é fácil viajar mais longe), fiquei cada vez mais ansioso pelo começo do encontro à medida que o relógio avançava. Já no estádio, os primeiros cânticos surgiram muito antes do apito inicial, tudo porque a muitos, muitos quilómetros de distância, o Marítimo vencia em casa, num palco de grande (e irónico) destaque na época passada, um dos principais candidatos ao título.

Voltando ao jogo, tínhamos pela frente o Vitória Futebol Clube. Não é tradição arrancarmos o campeonato de forma tranquila (na época passada perdemos inclusive pontos), mas éramos claramente favoritos e não passava pela cabeça de ninguém desperdiçar esta oportunidade 'dupla'. Na fase de aquecimento notaram-se algumas mudanças em relação à equipa de Vítor Pereira e deu para fazer as contas ao onze, que, à excepção de um ou outro plantel, seria o que inicialmente entrou em campo para ultimar a sua preparação.

O começo foi bom, convenceu, e rapidamente surgiu a ideia de que o golo apareceria com normalidade e nos primeiros minutos do encontro. No entanto, nada disto aconteceu, e, ao estilo do também meu Liverpool, os ataques foram feitos uns atrás dos outros mas sem nenhum efeito prático. 'Sem frutos', como diz o povo. Utilizando outro ditado, 'quem não marca sofre' e não fugimos à regra. As tentativas continuavam a ser feitas, mas no topo sul (onde se encontravam milhares de adeptos portistas vindos de todo o país, que enchiam a bancada literalmente até às escadas - já lá vamos) ninguém parecia convencido. Os jogadores aparentavam algum nervosismo, muito possivelmente por terem tido conhecimento de outros resultados, e nada saía como era suposto.

A insatisfação, mas, sobretudo, a surpresa era notória na cara de cada adepto portista. Um por um, todos esperávamos sair para o intervalo a vencer, com mais ou menos dificuldades mas esperávamos. As críticas, a maioria justa, diga-se, começavam a ser feitas de forma natural, tal era a apatia que se verificava em cada jogador nos últimos minutos do primeiro tempo. A segunda parte foi diferente, não em tudo o que se podia mas os três golos (e o alívio) serviram para fazer esquecer tudo o que de mau se viu.

Josué encantou com a marcação da grande penalidade, a jogada com Jackson para o terceiro e último golo e muitos outros pormenores no meio-campo, sendo mesmo um dos candidatos a homem do jogo; Quintero, esse, provou mais uma vez estar próximo de assegurar um lugar no onze inicial, por toda a sua qualidade e capacidade de fazer a diferença, como se pode verificar no momento do segundo tento - que, apesar de ter sido apontado na primeira jornada, ficará lembrado como um dos melhores de todo o campeonato. Foram poucas as figuras individuais do encontro, pelo menos do lado portista, que ainda assim cumpriu o seu objectivo, comum ao de todos os adeptos presentes: vencer.

Se o começo foi bom, o final também o foi e o Futebol Clube do Porto sai de Setúbal com um triunfo, o primeiro de muitos, e três golos marcados contra um sofrido, dando um sempre difícil primeiro passo rumo ao Tetracampeonato. Quanto a mim, saio mais uma vez satisfeito do estádio e ainda sem alguma vez ter visto o meu Porto perder.

* Por fim, e apesar de não ser do meu agrado aqui deixar este parágrafo, umas palavras às infraestruturas de um clube da primeira divisão portuguesa, um clube profissional, e a todo o pós-jogo: quando são vendidos mais bilhetes do que lugares disponíveis (e tal foi verificado, pois era visível que dezenas de adeptos foram forçados a assistir ao encontro nas escadas, antes de ser aberta, de um dos lados, a porta de uma outra bancada para melhorar ligeiramente o trânsito nesse lado), algo está mal. Quando não é feita uma distinção entre as claques oficiais - reconhecidas pelo clube - e os restantes adeptos - que são então forçados a permanecer no estádio e a abandoná-lo pelo mesmo caminho (entenda-se, linha lateral, com uma forte barreira a proteger a relva) - algo está mal. A Liga/Federação Portuguesa de Futebol não pode ficar parada e é urgente que seja feita uma reavaliação a todos os estádios situados em território nacional que se candidatem a receber encontros oficiais, profissionais, pois, e por muito carinho que tenha pela cidade de Setúbal e pelo Vitória FC, o Estádio do Bonfim não é capaz de acolher com condições um jogo de futebol da Liga Zon Sagres.

Publicado ainda n'O Olho Azul e Branco.

Com classe se conquista o primeiro título da temporada

Um jogo, três golos, um troféu. Esta seria a forma mais simples de descrever a noite de hoje do Futebol Clube do Porto, mas tão boa exibição não merece tal limitação - vamos então desenvolver um pouco mais.

De ano para ano, o adepto portista tem já o hábito de celebrar a vitória azul e branca no primeiro jogo oficial da respectiva temporada, que por consequência permite à equipa arrancar a época com a conquista do seu primeiro troféu. 2013 não foi diferente e, esta noite, com uma exibição ao mais altíssimo nível e que impediu o adversário de sequer realizar qualquer remate digno de ser considerado perigoso, o tricampeão nacional conquistou a sua vigésima Supertaça Cândido de Oliveira, vencendo o Vitória Sport Clube, de Guimarães, por 3-0.

Com Licá inserido no onze inicial, naquela que era a maior surpresa da estreia oficial de Paulo Fonseca ao comando dos Dragões, desde cedo deu para perceber qual das equipas entrava em jogo com maior poder de fogo, como aliás era expectável. O que não era esperado era, talvez, que avançado português de vinte e quatro anos contratado ao Estoril Praia no presente defeso apontasse o primeiro golo do encontro logo aos cinco minutos, respondendo da melhor forma a um excelente cruzamento de Lucho González.

Para quem criticava o triângulo invertido que Paulo Fonseca havia implantado, esta foi também uma prova de que as tácticas aplicadas pelo treinador português têm pés e cabeça e não alteram de forma alguma as intenções ofensivas do Futebol Clube do Porto, como viria mais uma vez a ser de fácil observação aos 17' e aos 45' minutos, quando Jackson Martínez e Lucho aumentaram a vantagem. 

Com nove jogadores 'da casa' inseridos no onze inicial, aos quais se juntava ainda o também conhecido Fucile, Paulo Fonseca mantinha a estrutura da equipa e pouco arriscava com os novos reforços, vindo mais tarde a permitir a Josué (seu conhecido dos tempos no Paços de Ferreira) e Juan Quintero (um dos mais talentosos jogadores que ao FC Porto se juntou nos últimos anos, sendo apontado como um dos jovens mais promissores do futebol mundial) estrearem-se em jogos oficiais. A resposta foi rápida e bastante positiva, dado que como toda a equipa os jogadores em questão mostraram pormenores bonitos e eficazes que contribuíram para as iniciativas ofensivas.

De facto, pouco ou nada há a criticar, pois a abertura de época oficial foi de tal forma feita com qualidade e autoridade que é difícil (e desaconselhável) pegar no encontro por alguma ponta negativa. Feitas as contas, são já vinte as Supertaças conquistadas pelo Futebol Clube do Porto (cinco delas de forma consecutiva), que este ano se tornou na primeira equipa a erguer o troféu renovado da competição.

É ainda de destacar o brilhante apoio que todos os espectadores presentes no estádio, independentemente das cores que defendiam, prestaram aos seus conjuntos, num espectáculo exemplar e que merece ficar para sempre eternizado como um exemplo do que é o futebol dentro e fora do campo.

Publicado originalmente n'O Olho Azul e Branco.

Novo visual, mesmo objectivo

Muda a forma, mantém-se o título, e, como tal, o objectivo do Futebol Clube do Porto é o mesmo que o de nove das últimas dez temporadas: começar a época oficial com um triunfo e conquistar assim a Supertaça Cândido de Oliveira.

Desde 2003, a única época na qual não disputámos a competição foi em 2005, sendo que nas restantes levantámos o troféu de vencedores em todos os anos à excepção de 2007 e 2008 (ambos os jogos foram ganhos pelo Sporting). Em 2013, o visual do troféu é outro, o que, no entanto, não interfere com a intenção da equipa de começar a época com a conquista do primeiro título oficial.

Há dez anos, Helton vestia a camisola da União de Leiria e dificultava a tarefa (1-0) a José Mourinho, já vencedor da Liga Europa e campeão europeu no final da temporada. Este ano, Helton defende pela nona temporada consecutiva o equipamento azul e branco e terá a oportunidade de conquistar a sua sexta Supertaça, enquanto Paulo Fonseca está a apenas uma vitória de vencer o seu primeiro título profissional.

Nunca é fácil transitar de um conjunto de encontros de carácter amigável para um jogo oficial que decide um título: não há segunda mão, não há mais jornadas. Tudo se decide nos noventa minutos ou, caso seja necessário, nos 120' e depois nos penalties; não há outro adiamento possível. No entanto, o Futebol Clube do Porto tem-se mostrado capaz de realizar esta tarefa com sucesso na maioria das vezes que tem a hipótese de o fazer e este ano, frente a um Vitória bastante motivado pela conquista da Taça de Portugal, pode aumentar para vinte o número de Supertaças conquistadas.

Apostar na experiência e segurança ou nos reforços de verão?

Com a chegada de onze jogadores (se contarmos com os regressos de Iturbe e Fucile e o já anunciado empréstimo de Tiago Rodrigues ao Vitória, que terá efeito após a disputa do jogo de sábado), que ao longo dos encontros de carácter amigável mostraram detalhes importantes e potencial que eventualmente lhes permitirá entrar várias vezes em campo ao longo da época, Paulo Fonseca enfrenta vários dilemas logo à partida para o primeiro jogo de 2013/2014: apostar nos já referidos reforços, usando-os de forma a colmatar pequenas lacunas, ou optar pela utilização de jogadores da casa, mais experientes no futebol português e ao serviço do FC Porto?

Os recém chegados Juan Quintero, Hector Herrera, Josué e Nabil Guilas foram dos atletas mais apreciados na pré-época, tal como Juan Iturbe, que, quando jogou, conseguiu uns bonitos e produtivos pormenores de altíssima qualidade (de entre os quais se destaca o golo apontado frente ao Marselha). 

Se Guilas vê Jackson Martínez negar-lhe automaticamente a titularidade, Josué - que trabalhou com Paulo Fonseca no Paços de Ferreira, conhecendo muito bem a sua filosofia de jogo - e Herrera poderão lutar com Defour pelo lugar vago no meio-campo portista (sendo que Lucho González e Fernando deverão ser titulares sem qualquer tipo de dúvidas, salvo algum imprevisto de última hora), onde poderá ainda surgir Quintero (mais adiantado, na posição 10 - isto quando não fizer de extremo, que apesar de não ser a sua posição de eleição é um lugar que ocupa igualmente de forma categórica).

Já Iturbe, que brilhou ao serviço do River Plate no último defeso, luta directamente com Kelvin, a figura do jogo que acabou por se tornar decisivo na luta pelo campeonato, pelo último lugar na frente de ataque, ao lado de Jackson e de Varela. Com o colombiano a ocupar a posição mais avançada e o português o lugar no corredor direito, o argentino e o brasileiro espalharam talento em todos os encontros que disputaram e prometem uma luta acesa pela posição ao longo de toda a temporada.

Publicado originalmente n'O Olho Azul e Branco.

Subida de rendimento garante resultado favorável

Subida de rendimento é a expressão chave para este artigo e caracteriza a exibição do Futebol Clube do Porto frente ao Nápoles na tarde deste domingo, em pleno Emirates Stadium, Londres.

Depois de um primeiro jogo frente ao Galatasaray em que o segundo tempo foi claramente menos produtivo que o inaugural, apesar de termos ainda assim disposto de algumas oportunidades, o embate frente ao Nápoles foi bem mais produtivo e os resultados estão à vista. Constantes desde o primeiro ao último minuto, os jogadores (no onze inicial apenas se mantiveram Alex Sandro e Silvestre Varela, com Paulo Fonseca a apostar numa forte rotação do plantel) deram sinais de claro entendimento quer em situações defensivas, quer de transição, quer ofensivas, alcançando assim um nível de jogo muito próximo do pretendido para os jogos oficiais.

Engane-se quem pensa que do outro lado estava uma mera equipa do futebol italiano, pois apesar de não se ter apresentado com a totalidade das suas 'estrelas' no começo do encontro, o Nápoles é o vice-campeão em título da Serie A e uma das duas equipas com mais condições de lutar pelo Scudetto na próxima época, a par da Juventus.

Regressando ao encontro, foi especialmente interessante observar o comportamento e exibições de alguns dos novos reforços mas, em especial, de Hector Herrera e Juan Quintero, que jogaram 89 e 72 minutos, respectivamente. 

Vindo do Pescara, equipa que competiu pela sexta vez na Seria A na temporada passada, Quintero apresentou-se claramente ambientado ao futebol europeu e melhor lugar e adversário para jogar mais de dois terços do encontro seria difícil, dado que tinha pela frente um conjunto italiano. Tal como ao serviço da selecção de sub-20 da Colômbia, o jovem de vinte anos (que alternou entre a posição de '10' e de extremo) encantou com os seus dribles em profundidade e aproximações ao canto da grande área para tentar o remate, dando ainda um pequeno cheirinho do que é capaz de fazer aquando da marcação de um livre directo.

Com um bom futebol, que pelo meio viu ser assinalada uma grande penalidade inexistente (curiosamente, todos os jogos da competição tiveram pelo menos uma grande penalidade), os Dragões acabariam por selar o resultado final em 3-1, com Guilas (50') e Licá (78') a marcarem os golos azuis e brancos, depois de Fernández (68') ter colocado a bola na sua própria baliza, pressionado pelo avançado argelino; ainda no primeiro tempo, Pandev (40') havia convertido o já mencionado penalty.

Drogba estraga festa portista nos minutos finais

Foi com um golo aos 87' minutos (apenas nove depois de ter convertido a grande penalidade) que o costa-marfinense Didier Drogba estragou a festa azul e branca em Londres, ao dar o triunfo ao conjunto turco do Galatasaray frente ao Arsenal, que se havia adiantado no marcador por intermédio de Theo Walcott aos 39' minutos.

Com cada golo a dar direito a um ponto, o Futebol Clube do Porto havia passado de 0 para 6 (aos pontos por golo somam-se os do resultado) e precisava de um empate entre Arsenal (com 3 à entrada para o encontro) e Galatasaray (na altura com 4) para garantir a primeira posição na tabela classificativa da competição amigável.

Classificação final:

  1. Galatasaray - 9 pontos (4 vs FC Porto e 5 vs Arsenal);
  2. FC Porto - 6 pontos (0 vs Galatasaray e 6 vs Nápoles);
  3. Arsenal - 4 pontos (3 vs Nápoles e 1 vs Galatasaray);
  4. Nápoles - 4 pontos (3 vs Arsenal e 1 vs FC Porto);
Publicado originalmente n'O Olho Azul e Branco.

45 minutos de luxo não foram suficientes

Enquanto, em França, o PSG vencia a Supertaça frente ao Bordéus e o Mónaco de Falcao e James Rodríguez vencia o Tottenham de Villas Boas por 5-2, do outro lado do canal da mancha o Futebol Clube do Porto e o Galatasaray inauguravam a sexta edição da Emirates Cup, naquele que prometia ser um dos jogos mais equilibrados da competição amigável organizada pelo Arsenal.

Como previsto anteriormente neste espaço, seria um dos jogos mais complicados que a nossa equipa disputaria na presente pré-temporada, dado que do outro lado do campo estariam jogadores como Felipe Melo, Didier Drogba e Wesley Sneijder, ou mesmo o guarda-redes Fernando Muslera, e assim foi. 

Se no primeiro tempo o conjunto azul e branco, hoje apresentado com o equipamento alternativo, levou claramente a melhor, protagonizando os maiores lances de perigo e de brilho a nível individual, no segundo período a equipa do Galatasaray elevou o nível de jogo - que, aliado à redução de rendimento, acabou por resultar na primeira perda de 'pontos' da época de 2013/2014.

Lances chave do encontro: Basta uma rápida recapitulação do encontro para se perceber que perdemos por culpa própria. Os lances foram criados, bem estudados e desenvolvidos mas a bola não entrou nem em jogo corrido nem da marca de grande penalidade, sendo que Jackson Martínez e Lucho González fizeram questão de recordar os dias mais negros da época passada ao desperdiçarem duas oportunidades de ouro que poderiam ter decidido o encontro. Do outro lado, o Galatasaray não perdoou e concretizou o penalty de que dispôs.

Falta de rotação do plantel deixa algo por desvendar: Apesar de se tratar de um dos últimos jogos de preparação, o que força a que o treinador aposte numa estratégia mais semelhante àquela que pretende utilizar na grande maioria dos jogos oficiais que em breve se iniciarão, era esperada uma maior rotação de todo o plantel, em especial devido à disputa de um outro encontro menos de vinte e quatro horas depois.

»Ainda assim, Paulo Fonseca optou por manter em campo grande parte dos jogadores que entraram no Emirates Cup na condição de integrantes do onze inicial, talvez à procura de imprimir maior ritmo de jogo para as próximas semanas, nas quais a equipa terá já de disputar a Supertaça Nacional e as primeiras jornadas da Liga Portuguesa.

Este domingo, e novamente às 14h, será a vez dos Dragões medirem forças com o Nápoles (vice-campeão italiano e que este ano promete voltar a lutar pelo título), que hoje empatou com o Arsenal por 2-2.

Publicado originalmente n'O Olho Azul e Branco.

Rumo a Londres para os últimos testes da temporada

Foi em puro ambiente de relaxamento que a comitiva azul e branca se deslocou ao Aeroporto Sá Carneiro para, às 16h30 desta sexta-feira, rumar o Londres, onde este fim-de-semana disputa os seus dois últimos encontros de carácter amigável.

Apesar de participar na Emirates Cup, organizada pelo Arsenal e disputada no Emirates Stadium, o Futebol Clube do Porto não defrontará a equipa londrina, tendo ficado sorteado que mede forças com os turcos do Galatasaray no sábado e com os italianos do Nápoles no domingo, sempre às 14h locais e de Portugal Continental.

Escalados todos os elementos do plantel principal à excepção do russo Marat Izmaylov, que mais uma vez promete baralhar as contas e palpites aos adeptos azuis e brancos, e depois de seis vitórias nos encontros que inauguraram a pré-temporada, o Futebol Clube do Porto terá agora pela frente duas equipas de um nível bastante considerável, à semelhança do Marselha (que acabou por se revelar um adversário algo fácil de bater aquando da disputa da Valais Cup).

Com jogadores como Fernando Muslera, Wesley Sneijder e Didier Drogba no seu plantel, o Galatasaray apresenta-se como uma das principais equipas a lutar pela passagem aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões na presente temporada, depois de ter vencido o campeonato turco na época de 2012/2013. Já o Nápoles, que perdeu a sua principal figura, Edinson Cavani, para o PSG, reforçou-se com jogadores como Callejón, Higuaín, Raúl Albiol e Pepe Reina, que prometem juntar-se a Marek Hamsik e Christina Maggio na lista de jogadores mais sonantes e prestigiados do conjunto italiano. Com o segundo lugar obtido à frente do AC Milan e apenas atrás da bicampeã Juventus, o Nápoles está volta à Champions League, podendo ser um dos adversários do FC Porto de Paulo Fonseca.

Com o factor equipa cada vez mais apurado e caracterizado pelo jovem treinador português, que se estreou da melhor forma enquanto líder dos dragões, tudo parece estar pronto para dois testes finais frente a equipas que, à entrada para 2013/2014, reúnem todas as características para serem consideradas tão perigosas como os tricampeões portugueses, ao possuírem plantéis com jogadores de excelente qualidade.

Publicado originalmente n'O Olho Azul e Branco.

Primeiro teste de 'nível elevado' cumprido com sucesso

Depois do já habitual treino conjunto com a equipa do Valadares, ainda em Portugal, e do encontro frente ao modesto Maastrichtse Voetbal Vereniging (que actua na segunda divisão holandesa), este sábado pudemos finalmente ver o Futebol Clube do Porto versão 2013/2014 em acção frente a uma equipa de nível muito superior às anteriores e mais semelhante ao do nosso conjunto.

Se todos os reforços até à data contratados já se encontravam disponíveis para entrar em campo frente ao Marselha, num encontro que acabaria por definir a equipa vencedora da Valais Cup (em Sion), Quintero tinha sido confirmado horas antes e tornava-se na mais recente aquisição do nosso plantel, que garantia assim o nono jogador da época - havendo ainda a possibilidade de se juntar Bernard ao grupo, naquela que, na minha opinião, seria uma das maiores transferências da nossa história. Repito, história.


O onze inicial era claramente mais competitivo e transmitia a ideia de que Paulo Fonseca já pretendia colocar em acção grande parte dos jogadores com que deseja contar para os primeiros jogos oficiais da temporada e desde cedo se percebeu que muito do entendimento da época transacta se mantia, mesmo depois das vendas de James Rodríguez e, sobretudo, João Mourinho (o jogador que mais nostalgia provoca aquando de uma análise táctica a este novo Porto).

Ainda sobre o jogo, se a equipa do Olympique Marseille foi a primeira a chegar perto da baliza adversária, a verdade é que o golo inaugural foi marcado por Izmaylov, depois de um excelente remate de Kelvin que apenas parou na barra da baliza marselhesa. O conjunto francês continuava, esporadicamente, a chegar à grande área de Helton e a assustar o guarda-redes brasileiro, mas ficou mais uma vez provado que no futebol não basta pontapear a bola 'lá para a frente' - como muitas vezes vemos nos jogos da Liga Portuguesa. A consistência táctica e a existência de um plano que passe por manter a bola durante mais de dez segundos e que tenha ainda como objectivo a construção de uma jogada com princípio, meio e fim é sempre mais benéfica e, no final, os resultados costumam ser notórios. Em Sion, mais uma vez, saiu vencedora a equipa que optou pela construção de jogo e que, ainda assim, conseguiu rodar todo o plantel sem danificar a sua estrutura táctica.

'Táctica' tem vindo a ser uma palavra muito usada por mim ao longo da pré-temporada (não só neste post mas também nas minhas análises exteriores à blogosfera) e passo a explicar: independentemente de todo o desejo de querer ver os novos equipamentos e/ou as mais recentes aquisições em acção, considero que é o aspecto que mais atenção requer nestes primeiros testes, pois é crucial solidificar uma estratégia consistente para os primeiros desafios oficiais da época desportiva.

*sou defensor de uma apresentação limpa, mas, desta vez, não resisti a colocar o gif do magnífico golo do Iturbe no artigo. Para ver e rever, sem parar até um próximo tento de qualidade semelhante (devidos créditos do ficheiro para SIMAOFCP).

Agora sim, bem vindo Paulo Fonseca

Porque não tive muito tempo desde o anúncio oficial e porque decidi esperar até a uma data mais próxima do começo dos trabalhos da equipa, apenas hoje vos falo da contratação de Paulo Fonseca, treinador que ao longo da última época se destacou no Paços Ferreira - equipa que conseguiu levar ao play-off da Champions League, em detrimento do há habitual Sporting de Braga europeu.

Jovem, com apenas quarenta anos, tem já experiência suficiente no futebol português para saber como vive o Futebol Clube do Porto, além de que, como terceiro melhor treinador em Portugal na época de 2012/2013, deixou mais do que bons indícios. Na sua apresentação oficial, feita no Porto Canal ao lado do presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, deixou igualmente uma boa amostra da sua capacidade comunicativa, naquele que certamente era um dos momentos da sua carreira em que mais nervoso se sentia.

Posto isto, e avaliado o bom impacto que Paulo Fonseca parece ter feito em toda a mística azul e branca, resta-me apenas desejar-lhe a maior das sortes e também, ao contrário dos últimos anos, mostrar a minha satisfação com esta escolha desde o primeiro instante.

Quanto a Vítor Pereira, que agora ruma a um longínquo novo desafio na Arábia Saudita, a melhor das sortes e o meu sincero obrigado por todos os títulos que ajudou a serem conquistados.

Pré-época começa finalmente a ser bem planeada

Foi com grande satisfação que vi finalmente sinais de um bom planeamento de pré-época. Sem me querer opor muito às escolhas da direcção no que a este assunto diz respeito, dado que acabamos sempre por realizar um bom arranque de temporada oficial, a verdade é que há muito não concordava com os jogos (e países) a que nos prestávamos.

À excepção de um ou outro evento, a grande maioria dos jogos de pré-época era realizada frente a equipas de nível inferior, como da segunda liga francesa ou portuguesa ou mesmo equipas de baixo nível do principal escalão alemão.

A isto juntava-se a fraca - no meu entender - exploração daquilo que possuíamos, pois ao termos no nosso plantel jogadores como Radamel Falcao, Freddy Guarin, James Rodríguez e Jackson Martínez não fazia sentido algum não viajarmos para lá do Atlântico. Curiosamente, foi preciso perdermos três das nossas principais figuras colombianas para chegarmos finalmente a um acordo, que passa ainda por uma viajem à Venezuela para um outro jogo, mas mais vale tarde do que nunca!

À viagem à América do Sul junta-se ainda a participação na Emirates Cup, no terreno do Arsenal, que, apesar de não nos permitir defrontar a equipa londrina (o sorteio foi feito, e porque não estou a par das suas regras não sei o que levou à decisão de sermos a única equipa a não o fazer), nos dará a possibilidade de medir forças com equipas de nível europeu, como o Nápoles e o Galatasaray.

E assim se planeia uma boa pré-época: promovendo os interesses internacionais e monetários do clube, com uma digressão por país eventualmente interessados em ligar-se à instituição e aos jogadores, e participando em torneios internacionais amigáveis que contem com a presença de equipas de nível semelhante.