James brilhou, Moutinho marcou, Porto goleou


"Até rima e é verdade!". 
O Futebol Clube do Porto defrontou hoje a Juventude de Évora em jogo dos oitavos-de-final da Taça de Portugal, no Estádio do Dragão, onde estiveram presentes oficialmente 26.909 espectadores - Falcao, número 9, marcou o primeiro, e antes do intervalo - que viram a nossa equipa golear e convencer, mais uma vez.
Esperava-se um jogo algo fácil mas apesar de tudo André Villas Boas não quis arriscar demasiado, deixando no onze inicial jogadores como Falcao, Hulk, Álvaro Pereira, Sapunaru e ainda João Moutinho. A estes cinco juntavam-se Kiesczek, Guarín, Sereno, Maicon, Rúben Micael e James Rodríguez. Este último viria a ser considerado o melhor em campo, não só pela boa assistência para o primeiro golo, de Falcao aos 11' minutos, mas também por todas as outras boas jogadas e tentativas de remate que efectuou. 
Também o recuperado Álvaro Pereira entrou muito bem no jogo e marcou mesmo um golo, dedicando-o ao médico do nosso clube.
Anteriormente já João Moutinho havia feito a festa pela primeira vez de Dragão ao peito, após uma excelente jogada de Guarin. Por fim, Walter marcou aos 84' minutos, fixando o resultado final, 4-0. Um resultado justo por tudo o que fizemos neste encontro. A juntar-se a esta vitória está ainda o novo record: 34 jogos seguidos sem perder por parte da nossa equipa, 10 jogos dos quais - como lembrou e muito bem André Villas Boas - ainda ao comando de Jesualdo Ferreira.

4 comentários:

Armando Pinto disse...

Vitória tranquila do F. C. Porto, com exibição segura, assinalável também pelo 1º golo do Moutinho, bom aparecimento do James, mais fibra do Castro (além de mais uma arbitragem nojenta, contra, para não dizer outra coisa),em dia que, para já, ficou arrumado mais um pretenso concorrente, ficando fora da carroça da Taça o sporting, o que foi muito bom para que os seus representantes deixem de se armar em moralistas, querendo atirar o odioso para os outros, depois de andarem a ser ajudados pelas arbitragens...

http://longara.blogspot.com/

dragao vila pouca disse...

Foi uma partida entretida e que não sendo daquelas que nos enche as medidas, teve momentos de bom futebol, jogadas bem construídas, algumas excelentes exibições individuais, numa vitória natural, mas curta do F.C.Porto. Um Porto que se apresentou com muitos dos habituais titulares, num sinal de respeito pelo adversário e pelo público que se realça e se destaca. Pena que Hulk, por exemplo, não tenha percebido a mensagem e tenha estado lento, displicente, desconcentrado e individualista, perdendo-se em toques e toquezinhos que não levam a lado nenhum. Mas se Hulk esteve com o espírito errado, a grande maioria, ou melhor todos os restantes - a hesitação teve a ver com R.Micael, não por falta de atitude, mas porque continua a jogar abaixo do que pode e sabe -, estiveram bem, embora Álvaro Pereira, o "Palito" - esteve parado? - e principalmente João Moutinho, acima de todos os outros. Grande lição de profissionalismo deu o pequeno-grande jogador - é curioso, jogou bem em Viena, foi dos melhores na segunda-feira frente ao Vitória e hoje encheu o campo e bem mereceu o golo que marcou, o primeiro com a camisola do F.C.Porto.

Resumindo: mais uma vitória, a 21ª e objectivo quartos-de-final alcançados com clareza perante uma equipa que merece uma palavra de simpatia.

Muito bem James

Um abraço

Dragus Invictus disse...

Bom dia,

Quando apesar do adversário ser de escalão inferior e com menos argumentos, se encara o jogo com seriedade e profissionalismo, o jogo torna-se fácil, os golos surgem naturalmente, e sem ser brilhantes, consegue-se vencer. Foi isso que aconteceu ontem no Dragão.

O FC Porto foi uma equipa séria, que respeitou o seu adversário como frisou o treinador do Juventude "O treinador do Villas-Boas respeitou muito um clube com 92 anos de existência e meteu os famosos todos cá do sítio. Era bom que acontecesse isto uma vez por mês. Os jogadores puderam conviver com craques, fomos procurados pela imprensa, enfim, desfrutámos de tudo isto e foi um prazer. Pisar um palco destes não é para todos"

Quanto ao jogo, tivemos jogadas de excelente desenho, jogadores com grandes pormenores técnicos.

Melhor em campo Palito, que veio de uma lesão, galgou quilómetros, marcou um golo e fez uma assistência.

James fez um excelente jogo, com uma assistência e participando na mais bela jogada do jogo, com um toque mágico de calcanhar, numa triangulação que culminou com o golo de João Moutinho.

Guarin, Moutinho e Ruben estiveram muito bem no meio campo, com Ruben e Moutinho a entenderem-se muito bem.

Na defesa nada a apontar.

Falcao e Hulk sempre bem.

Walter merece jogar mais, tal como James, Castro e Ukra. São jovens de grande valor.

Foi bonito no final ver a festa das gentes de Évora com a sua equipa, apesar da derrota.

Excelente o ambiente de festa no estádio.
Isto é a beleza do futebol.

Abraço e bom fim de semana

Paulo

http://pronunciadodragao.blogspot.com/

r.m.silva da costa disse...

Tive a oportunidade de ver o jogo no Dragão, que é como gosto de ver futebol.
O jogo foi o que eu esperava que fosse: pausado, sem pressão acrescida, com um vencedor anunciado. O F C Porto fez um jogo seguro, sério e venceu como tinha obrigação de fazer, com inteira justiça.

Álvaro Pereira, regressou e o Porto mudou. Kieszek esteve na baliza como se já estivesse habituado a isso. A fragilidade do ataque dos alentejanos não pôs à prova a defesa em geral, mas cumpriu. o meio campo trabalhou, e bem. João Messinho, é como um relógio de corda automática, Guarin, se pudesse jogar sempre teria oportunidade de mostrar tudo o que tem de bom e Micael continua na luta pela recuperação do lugar. Ukra e Castro, mais tarde ou mais cedo, vão chegar ao topo e Valter entrou para mostrar serviço, o que demonstra não estar conformado com a situação de suplente pouco utilizado.

Jámes Rodriguez, durante os 90 minutos, pela primeira vez, confirmou o que toda a gente sente: está ali um craque! Posiciona-se bem (parece-me mais confortável como um 10), tem visão de jogo e sabe quando passar, conhece a necessidade de jogar em equipa e trata a bola como um "virtueuse"; mas, quem vê aquilo que a mim me parece ver, não deve impacientar-se se ele não estiver já a titular antes de ser utilizado em jogos mais exigentes, com outros adversários mais agressivos com os quais possa medir as suas excepcionais qualidades.

Os recordes favorecem a estatística que ajuda ao incentivo mas de pouco serve se não se juntarem títulos. Villas-Boas vai avisando, é preciso que ninguém se esqueça.

Mais um que não lhe serviu de nada invocar o "sistema" porque ainda não descobriu o "esquema" que dão títulos. Continuem assim, que o Futebol Clube do Porto agradece.