Perdemos, mas saímos de cabeça erguida!

Esperava-se um jogo difícil e assim foi, mas entrámos muito bem no encontro e demos boa réplica (aliás, muito boa réplica!).

Não fosse o erro infeliz de Guarín (que fez lembrar o de Bruno Alves em Old Trafford) e podíamos ter chegado ao intervalo empatados, ou mesmo na liderança do jogo que seria o mais merecido, mas no futebol nem sempre o que é justo é e a verdade é que nas poucas vezes que o Barcelona falhou nós não aproveitámos, ao contrário da equipa catalã por muito apelidada de 'melhor do mundo'.

Pelo meio houve ainda espaço e tempo para ficar por assinalar um (dois?) penaltys a nosso favor e Rolando e Guarín viram mesmo o cartão vermelho (o último avistou-o directamente, sem ver o segundo amarelo). Já com nove jogadores e a perder por dois golos, o resultado estava no placar e o jogo terminado.

Perdemos, mas saímos do Mónaco de cabeça erguida. Defendemos a 100% as nossas cores e o nosso clube, o nosso símbolo, a nossa marca, e a nossa equipa (jogadores e não só) tem de estar de parabéns por isso. Temos Porto, temos equipa, e parece-me que temos treinador.

Somos Porto!

6 comentários:

Miguel Lima disse...

caríssima(o),

tenho um imenso orgulho em ser Portista, car@go!
ante o todo-poderoso Barça, fomos Porto!


«este é o nosso destino»: «a vencer desde 1893»!

saudações desportivas mas sempre pentacampeãs! ;)

Miguel | Tomo II

dragao vila pouca disse...

Estádio cheio, grande ambiente, duas claques apaixonadas e vibrantes, um clima de festa, todos os ingredientes reunidos para uma grande noite do futebol. De um lado o campeão europeu, o super-Barça de Pepe Guardiola, considerada a melhor equipa do mundo e super-favorita, do outro o F.C.Porto, vencedor da Liga Europa, único clube do futebol português que de há muitos anos a esta parte, consegue estar na alta roda do desporto-rei e competir ao mais alto nível.

E o F.C.Porto competiu, perdeu e perdeu bem, frente a uma equipa que lhe é superior, aliás o Barça é superior a todas as equipas do futebol mundial, mas não há nada a apontar à equipa portista. Trabalhou, lutou, mostrou qualidade e saiu do principado com o prestígio incólume.
Frente a este Barcelona para ganhar é preciso fazer uma exibição perfeita. Linhas bem marcadas, espaços reduzidos, concentração máxima, qualidade com a bola e não cometer erros. Eles com espaços, com tempo para pensar e executar, não dão hipóteses, mais, cada erro paga-se caro. Foi, numa análise simplista, mais ou menos isto que se passou. Estivemos bem, concentrados, bem tacticamente, o Barça dominava, mas o Porto replicava, até que Guarín, cabeça sabe-se lá onde, cometeu um erro, entregou a bola a L.Messi e entregar a bola a L.Messi naquela zona, é a morte do artista.

Foi com a vantagem mínima e injusta, que o Barcelona foi para o intervalo. Voltamos bem, fomos estando vivos e bem vivos no jogo, criamos lances de perigo, até que, na fase final e já com menos um - expulsão de Rolando -, sofremos o segundo golo, a 3 minutos do fim, resultado que é justo, embora o F.C.Porto merecesse ter marcado.
Não vou falar do árbitro, não vale a pena. Não gosto de me desculpar com conversa de calimero, mesmo quando as razões são óbvias.

Um abraço

r.m.silva da costa disse...

A exibição do FC Porto neste jogo era merecedora de uma mais justa compensação. Foi um jogo decidido por detalhes e tem mérito que tem talento e os aproveita.

Não crucifico nenhum jogador por ter tido um lance de execução menos feliz, pois são muitos que se cometem no decorrer de um jogo que influenciam o desfecho final mas não são tão vincados e esquecem facilmente. Há que realçar a sorte de Messi que se encontrava numa posição pouco habitual nele, nada tendo feito para que a bola o tivesse apanhado naquela posição, a não ser que as suas botas tenham qualquer magia, à Herry Potter.

O resultado, que deixa um amargo de boca face ao comportamento positivo da nossa equipa, não fez diminuir a crença de que estamos fortes e em condições de fazer uma época de sucessos.

Um abraço e bom fim de semana.

Dragus Invictus disse...

Olá bom dia,

Ontem tivemos pela frente uma grande equipa, que com o seu futebol do tal "tiki e taka", segura muito bem a bola em zonas avançadas do terreno e torna difícil a tarefa das equipas adversárias.

Para anular este futebol, Vítor Pereira estudou uma das formas de puder travar esse futebol, colocando os nossos médios interiores, Moutinho e Guarin, nas zonas de acção onde o Barça constrói o seu jogo por vezes irritante.

Mas entrar preocupado em anular este jogo catalão, retirou nos o atrevimento ofensivo, de que eu estava à espera, aproveitando o facto do Barcelona ter indisponíveis os seus centrais.

Souza poderia ter tido ontem um papel mais preponderante, se tivesse a capacidade de saber lançar longo os seus colegas das alas, pois Moutinho e Guarin estavam "ocupados" nas tarefas defensivas. Muitas vezes a bola surgiu redondinha para Souza sair, mas ele era incapaz de o fazer.

Kléber eclipsou-se pois andou sempre também envolvido em tarefas que impedissem Marcherano ou Xavi de sair com bola. Havia um fosso enorme entre o nosso meio campo e o tridente ofensivo, e assim só em fugazes contra ataques, e nas investidas de Hulk, conseguímos criar algum perigo.

Na primeira parte, criamos duas boas oportunidades de golo, uma no remate de Moutinho e outra no remate cruzado de Hulk, depois de passar por Adriano de forma brilhante.

Depois surge o momento do jogo. Fruto da pressão alta do Barcelona, Guarin efectua um passe errado e isola Messi, que não perdoa.

Saímos para o intervalo com o sabor injusto do resultado.

Na segunda parte pensei que se iriam operar substituições, nomeadamente para ter alguém que levasse o jogo para a frente, refiro-me a Belluschi.
Jogar talvez em losango, deixando na frente dois homens (Hulk e Kleber)apoiados pelo Belluschi e com Hulk a deambular entre linhas.

Era notório que quando partíamos para cima da defesa catalã eles se borravam todos, e faziam atrasos para Valdés mandar para a bancada.

Não fizemos essa mudança táctica, no entanto criamos duas boas oportunidades na segunda parte, mais uma vez num remate de Moutinho desviado por Marcherano e depois num remate rasante de Guarin.

Depois de um jogo tão desgastante, a que os nossos jogadores foram sujeitos, surgiram as expulsões. Embora a de Rolando pudesse ter sido perdoada pelo árbitro, uma vez que é um lance normal.

Otamendi foi um senhor na nossa defesa e a par de Helton e Sapunaru, os três rubricaram uma excelente exibição. Sapunaru aniquilou Villa que acabou por ser substituído.

Fucile teve mais dificuldade pois o Barcelona estudou o FC Porto e explorou esse flanco, abrindo Dani Alves bem na linha. Aqui Cebola podia ter tido um papel mais pro activo impedindo as investidas do lateral, que muitas vezes fez o dois para um com Pedro diante de Fucile.

A derrota não nos envergonha. Fomos dignos e batalhadores. Travar o Barcelona, é tipo um gajo tentar tapar-se com um cobertor de metro. Tapa em cima, destapa em baixo e vice versa.

Lamento que o árbitro não tivesse assinalado o penalti claro sobre Guarin, que daria o empate. O outro penalti reclamado, não há uma imagem nítida, embora se veja o movimento do braço, não vê onde bate a bola claramente.

Lamento também ainda não termos ainda contratado um ponta de lança de nível mundial, e que as indefinições do mercado afectem o rendimento de alguns atletas.

Para consumo interno o que temos basta, mas temos de reforçar o eixo ofensivo para atacar a champions.

Enquanto treinador de sofá não percebi a não inclusão de James na convocatória. Mas também sei que o mister disse que só foram os que estavam em condições.

Jogamos com as armas que tínhamos, e foi pena não termos sido mais atrevidos no ataque, aproveitando a falta dos centrais titulares do Barça, para vencer.

E vamos ter paciência, esperar que o plantel seja fechado, ter tranquilidade e confiar na SAD e equipa técnica.

Abraço e bom fim de semana

Paulo

pronunciadodragao.blogspot.com

Artigosonline/ana disse...

Boas,
Havia esperança, havia crença, havia um sonho imenso, mas do outro lado estava o Barcelona, uma equipa real, com jogadores reais que parecem jogar mecanizados, e por isso a esperança, a crença e o sonho não foram suficientes. Não é vergonha nenhuma nem nenhum drama perder contra este Barcelona. No fundo, lá no fundo, atrás da esperança, da crença e do sonho, todos nós sabíamos que para o FC Porto vencer, o Barça teria de ter azar e o Porto sorte. Havia esperança, crença e o sonho, mas a estrelinha da sorte não quis iluminar o FC Porto. Custa sempre perder, mas, como já referi, perder frente a este Barça não é nenhum drama nem nenhuma vergonha. Gostei muito da postura dos dragões neste jogo, e por isso tenho orgulho nesta equipa, porque o FC Porto lutou, e lutou com as armas que tinha, nem todos estão na melhor forma, mesmo assim lutou e resistiu até onde pôde. Até esteve perto de marcar, mas, como já referi, a estrelinha da sorte não quis iluminar o FC Porto, e os dragões saíram do Mónaco derrotados, mas de cabeça erguida. Agora à que olhar para a frente e pensar no campeonato e na fase de grupos da Liga dos Campeões. E guardar este jogo na memória, porque à que recordar os grandes jogos, e os adversários que sabem respeitar e o Barça respeitou o FC Porto.

Força FC Porto!

Cumprimentos

Ana Andrade

www.portistaacemporcento.blogspot.com
www.artigosonlineanaandrade.blogspot.com

P. Ungaro disse...

Boas,

Mais uma inequívoca demonstração do valor do FC Porto, contra um adversário difícil fomos personalizados e tivemos uma atitude de garra e de determinação. Não nos deixamos abater por dois lances infelizes (a falha do Helton e do Hulk), voltamos a ter 3 bolas aos ferros, e demonstramos que temos equipa para chegar longe na champions.
Destaques: Hulk com um remate soberbo ... incrível (só o palhaço do Otávio machado achou que era um frango, mas coitado) e James !!! O miúdo joga à bola que é um prazer assistir.
Estamos no bom caminho.

Um abraço

http://fcportonoticias-dodragao.blogspot.com