Regresso a casa pelo caminho mais complicado

Depois do jogo da Supertaça Europeia com o Barcelona, no Mónaco, tivemos uma jornada dupla pela frente - a contar para a Liga Portuguesa. Frente à União de Leiria e ao Vitória de Setúbal tínhamos claramente de garantir uma soma de seis pontos e assim foi, com um apagão (literalmente!) pelo meio e tudo.

Chegado o dia de hoje, Terça-Feira 13 de Setembro de 2011, ficava marcado o nosso regresso à Champions. Tal como em 2004 vínhamos de um ano na Liga Europa e, mais uma vez, recheado de sucesso (com o título a ser, desta feita, erguido em Dublin e não em Sevilha).

Os ucranianos do Shakhtar Donestk, com um plantel composto por muitos jogadores brasileiros - sete, à semelhança da nossa equipa -, tentavam a surpresa no Dragão e chegaram mesmo à vantagem. Hulk havia, minutos antes, falhado um penalty (com a bola a acertar no poste, e minutos antes o mesmo já havia rematado à barra [graças a um desvio do belga Defour]) e Helton teve um lance infeliz. O Shakhtar chegava, então, ao primeiro golo do Grupo G na fase de Grupos da Liga dos Campeões.

A reacção não tardou e rapidamente chegámos à igualdade, com um excelente pontapé de Hulk. Os nervos continuavam, ou pelo menos aparentavam estar, presentes nos nossos atletas, que apesar de tudo começaram a conseguir gerir melhor o encontro. 

Chegado o intervalo, a equipa voltou com uma boa atitude e ainda antes da hora de jogo chegou à reviravolta com... um lance estupendo de James Rodríguez (que mais uma vez foi dos melhores, se não o melhor, em campo), que assistiu Kléber para o seu primeiro golo na Champions League.

O Shakhtar não mais criou grandes oportunidades e conseguimos então a vitória no primeiro jogo da fase de grupos, ao mesmo tempo que o Apoel surpreendia o Zenit com uma vitória por 2-1. De destacar ainda a expulsão de Bruno Alves, que falhará assim o jogo na Rússia frente à nossa equipa.

4 comentários:

100% Dragão disse...

Boas

Era importantíssimo ganhar este jogo, jogamos bem e tendo em conta os acontecimentos iniciais (penalti falhado e frango do Helton) o Porto nunca perdeu a cabeça e mostrou capacidade para dar a volta ao resultado, contra uma equipa ucraniana que é muito boa. No Porto continua a falhar uma maior ligação entre o kléber e o resto do ataque, ele ainda esta em crescimento mas tem que entrar mais no jogo. Enfim... estou satisfeito com o resultado e com a exibição de toda a equipa, e o Zenit perdeu, o Bruno Alves foi expulso e já não joga contra nós... Óptimo.

Cumprimentos

http://100porcentodragao.blogs.sapo.pt/

r.m.silva da costa disse...

Estes são jogos diferentes. São jogos de "champions" e só o hino inicial confere-lhes um carácter distinto dos demais, mesmo os que também não deixam de ser importantes.

O de ontem correspondeu àquilo que é esperado em emoção, incerteza no resultado, boas exibições individuais e nacos de bom futebol.

O Porto este bem mas ainda vai fazer melhor. Foi reconfortante alcançar uma vitória justíssima, quando ainda podemos vir a contar com mais atletas igualmente valorosos.

A vitória é um bom balanço para iniciar esta importante competição e óptima para elevar os níveis de confiança dos jogadores e da equipa técnica.

O "barco" navega em rota segura.

Um abraço de cumprimentos.

Armando Pinto disse...

Felizmente correu bem, com a equipa a mostrar ter já assimilado a mística clubista e a postura de saber estar nas grandes competições. Faltou apenas o 3º golo para tranquilizar a malta, mas como mais vale um pássaro na mão... também está bem assim. Aliás está muito bem, tendo acabado bem.

dragao vila pouca disse...

Estôfo de Champion

36.612 espectadores, uma boa casa, assistiram a um jogo intenso, bem jogado, duas excelentes equipas, muitos e bons jogadores, um grande ambiente e um apoio vibrante do público portista, mesmo quando o resultado não era o mais favorável - gostei de ver o apoio dos Super ao capitão Helton, no lance do golo do Shakhtar.

Quando falo em estôfo de Champion, quero dizer que nestes jogos e nesta prova, entre equipas semelhantes, onde muitas vezes tudo se decide nos pormenores, uma equipa que entra bem na partida, beneficia de um penalty, falha a oportunidade de ficar a ganhar e no lance imediato, sofre um golo, numa infelicidade do seu guarda-redes, mas não se deixa abater, reage contra a contrariedade, que não merecia, parte para cima do adversário, domina, joga bem, marca e pelo que fez, já devia ir para o descanso em vantagem, é uma equipa que dá garantias e tem qualidade para pensar em mais qualquer coisa que os oitavos-de-final.
Foi este o filme da primeira-parte, onde, tirando um ou outro lance de bola parada, mal abordado, vimos um Porto de boa colheita, bem organizado, profundo, pressionante, com largura e criatividade.

Na etapa complementar e até ao 2-1, foi o mesmo Porto, a mesma qualidade, a mesma posse, a mesma pressão, o mesmo domínio. Depois, a ganhar, contra dez e mais tarde contra nove jogadores "ucranianos", se continuamos a mandar, a ser os donos da bola, faltou contundência, o killer instinct de que falava o saudoso Bobby Robson, para matar a partida e dar um colorido ao resultado que, ninguém terá dúvidas, mereciamos.

Em resumo, ganhamos e nesta prova e em casa, ganhar é fundamental. Assim, partiremos para o jogo frente ao Zenit com confiança, tranquilidade e sem pressão, que, é bom referi-lo, estará todo do lado dos russos de São Petersburgo e isso pode ser aproveitado a nosso favor, como a nosso favor estará a tradição de bons resultados conseguidos frente a equipas do maior país do mundo.

O melhor, para mim, foi esse menino, feito homem, James Rodríguez, esse poeta da bola, que quando é tocada pelo talentoso colombiano, deve sorrir de prazer, pela forma como ele a trata e acarícia. Ainda bem que James é jogador do Porto e nós aqui não temos tendência, nem precisamos de nenhum D.Sebastião... Caso contrário lá viriam as comparações, seria o novo Hernâni, Oliveira, Futre, etc. Assim será apenas James, o nome dele é James...Rodríguez. O golo que deu a marcar a Kléber, é mais uma obra prima, de um génio do futebol.

Mas houve muita gente a jogar bem e Hulk, na primeira-parte, foi fantástico no golo que marcou e no que jogou, mesmo, viemos a saber pela boca de Vítor Pereira, com problemas físicos. Idem para a exibição de Alvaro, pelas mesmas razões. Enorme Moutinho, grande Defour, muito bem Fernando, Fucile, Belluschi e os centrais, com o senão, das bolas paradas, apontado. Varela e Djalma, pareceram-me demasiado ansiosos e Helton, tirando o frango, esteve bem... O último, Kléber, até marcou, mas, em alguns momentos, faltou melhor abordagem dos lances e mais calma na hora de decidir, passar ou rematar.
Quando sabemos que não jogaram Bracali, Mangala, C.Rodríguez, Sapunaru, Guarín, Souza, Walter, Rolando e os que nunca vi ao vivo, Iturbe e Alex Sandro, para não falar de Danilo que só vem no fim do ano, só podemos concluir que temos muita qualidade, gente que dá garantias de mais uma boa época do Dragão.

Um abraço